27-01-2014/08:51:58
Garotos do Inter seguram pressão do Passo Fundo e vencem a 3ª seguida
Time do Interior martela quase todo o jogo, mas é vitimado pela pontaria colorada.
Meninos de Clemer alcançar terceira vitória em três jogos e lideram o Grupo A
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Não espere brilho, amplo domínio, chuva de gols. O Inter sub-23, treinador por Clemer, já mostrou em três rodadas que não pode prometer tais predicados. Mas pode prometer vitórias. Assim foi na tarde instável de domingo no Vermelhão de Passo Fundo. Quase que como um replay do triunfo sobre o Novo Hamburgo, o Colorado encarou um rival interessado, de qualidade e que sempre preocupou a meta de Alisson. Mas, assim como o Novo Hamburgo, acabou derrotado. Mais uma vez, valeu a eficiência vermelha: 2 a 1, nove pontos, liderança do Grupo A e 100% de aproveitamento.
Os gols tiveram a assinatura do, até agora, maior destaque desse time sub-23 após três partidas: Aylon. Primeiro, foi ele quem marcou, como legítimo centroavante na pequena área. Depois, construiu a jogada para Murilo marcar - meia-atacante que estava na Copa São Paulo de Futebol Júnior e caiu no time titular para não mais sair. Antes, o sempre presente centroavante Ramazotti havia empatado em cruzamento do elétrico Xaro.
O Inter volta a campo na quarta, ainda sem definição se será com time A ou B, diante do São Paulo-RS, às 19h30m, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, uma vez que a direção colorada não conseguiu as licenças a tempo de mandar o confronto no remodelado Beira-Rio. O desafio do Passo Fundo pela quarta rodada atende pelo São José, em Porto Alegre, às 19h.
Entre xarás e cover... surge Xaro
O Inter começou a partida no Vermelhão da Serra repleto de novidades. Para começar, o curioso fato de o lateral-direito Cláudio Winck enfrentar o tio Luís Carlos Winck, ex-lateral da Seleção, hoje técnico do Passo Fundo, além do próprio irmão, Lucas, reserva do rival. Mais do que isso, voltava a usar uniforme todo branco e contava com o ingresso de Murilo à frente, junto com Aylon. Antigo titular, retornou da Copa São Paulo direto para os 11 principais de Clemer. Quem resolveria, no entanto, seriam velhos conhecidos do Gauchão 2014. Logo a um minuto, Raphinha começa a jogada pela esquerda, aciona Alex Nemetz, que erra o chute. Que vira cruzamento milimétrico para o sempre oportunista Aylon marcar 1 a 0.
Aberto o caminho para uma vitória tranquila? Que nada. Porque entraria na partida a legião de sósias e xarás do Passo Fundo. Lenilson, ornamentado com rabo de cavalo, chegou a ser chamado de Ibrahimovic pelos torcedores. A bola não chega a tanto, mas fora o suficiente para desestabilizar os jovens colorados. Coube a Ramazotti, o que obviamente não é o cantor italiano, empatar, aos oito minutos, de cabeça, após bom cruzamento de Xaro.
De jogo quente a truculento
A partir daí, Xaro roubou a cena dos companheiros com referências mais ilustres. Logo depois, fez de Reis seu súdito e aplicou drible entre as pernas e depois uma meia-lua. Só foi parado com falta. Faltava ao Passo Fundo, no entanto, criar chances mais claras. No quesito, melhor para o Inter, com bela falta cobrada por Gladestony, e bem defendida por Bruno Grassi, e após chute de Murilo que pipocou no pé da trave esquerda. Como resposta, Ramazotti reapareceu ao cabecear com perigo, sobre a meta de Alisson. Outro xará também chamou atenção. Everton Garroni saiu lesionado aos 16 minutos para entrada do zagueiro Anelka, destaque por algo menos nobre. Chegada forte em Aylon, que quase deixara o jogo tamanha a dor. Aliás, o lance, aos 32, gerou bate-boca e troca de empurros e se tornou estopim para uma série de jogadas ríspidas.
- Campo é enorme, está pesado (choveu antes do jogo). Falta experiência para segurar o resultado - admite um sincero Alex Nemetz.
- Fizemos um primeiro tempo importante. Entramos desatentos, mas reagimos muito bem e agora vamos tentar conseguir a vitória - promete Ramazotti.
Passo Fundo pressiona, mas...
O plano do centroavante até parecia que daria certo. O Passo Fundo foi todo pressão. Sobretudo pelo alto, principal deficiência dos garotos do Inter. Mas faltou efetividade. O que, novamente sobrou ao Colorado, como fora na vitória sobre o Novo Hamburgo na quarta passada. Assim, bastou um ataque mais agudo para mexer o placar. De novo, com o sempre certeiro Aylon, que, quando não é artilheiro, se dá bem como garçom. Quem aproveitou seu cruzamento foi Murilo. O primeiro tiro deu no goleiro, o segundo... gol. E a certeza de que sua condição de titular era questão apenas de tempo, o tempo de voltar da Copinha e aterrissar entre os 11 de Clemer.
Aos 16, Felipe, ídolo do Passo Fundo e de boas passagens por Goiás e Vitória, entrou para tentar dar pontaria a um ataque esforçado, presente, mas pouco produtivo. Ficou, no entanto, na promessa. Melhor para o Inter, que, mesmo sub-23, joga com a autoridade de veteranos, a ponto de escolher o momento do bote. E terminar a terceira rodada com sua terceira vitória.
Fonte:GE