17-12-2012/08:43:28
Perder em casa por 2 a 1 para o Grêmio, parecia apenas um acidente de percurso ao Criciúma no dia 26 de junho de 2004. O resultado tirava a liderança do clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro, que durou quatro rodadas. Mas aquela tarde de sábado fria no Heriberto Hülse era o início de uma queda que deu nas profundezas de poço que chegou a parecer sem fundo. Naquele mesmo ano, o Tigre seria rebaixado por não conseguir vencer o Coritiba em casa, na última rodada. E mais: abriria uma janela que dava para um inferno no futebol nacional.
Em 2005 o time catarinense passou direto pela Série B. Caiu pela tabela e terminou rebaixado, seis pontos atrás do último time antes da zona de degola. No ano seguinte desembarcava na terceira divisão com a obrigação de se erguer. O clube empregou mais recursos com folha salarial na Série C do que na divisão superior. Era para ficar pouco tempo e conseguiu voltar para Série B com o título.
O ano de 2007 foi de ilusões. O time perdeu a final do Campeonato Catarinense para a Chapecoense e deu a sensação de que voltaria à primeira divisão seria com folga. No primeiro turno da Série B daquele ano, chegou a estar na liderança e até abrir 10 pontos para o segundo colocado, sob o comando de Gelson da Silva, ex-volante do time campeão da Copa do Brasil de 1991. Porém, nas últimas rodadas lutaria para se garantir na mesma divisão.
No entanto, 2008 não teve jeito e muito menos briga por liderança. Com uma campanha com aproveitamento inferior a 36% dos pontos, o Criciúma caia enquanto o Corinthians celebrava a volta por cima. O momento mais delicado seria em 2009. Se não fosse o também catarinense Marcílio Dias no Grupo 4, o Criciúma teria ficado ainda mais ameaçado para a recém-criada Série D. Além disso, o clube vivia uma crise financeira profunda e a única esperança seria algo próximo de um milagre.
O sétimo lugar no Campeonato Catarinense de 2010 mostrou o quanto a fase era complicada. O então presidente Edson Búrigo, o Cascão, abriu caminho para alguém que pudesse literalmente salvar o clube. Antenor Angeloni não iniciaria apenas uma nova gestão. Deu início a uma era diferente. Começou a sanar dívidas e a tirar o time da Série C o mais rápido possível. Conseguiu na primeira tentativa.
Tornando-se o próprio cofre do Criciúma, Angeloni deu a largada para a reestruturação, que passava pela chegada na Série A do Campeonato Brasileiro. Em 2011 não deu, mas foi iniciado o processo de colocar sua empresa com a responsável pelo clube – inclusive pelas finanças. Com a receita de bom e barato, o Tigre manteve entre os quatro primeiros colocados da Série B deste ano. Assim foi até o final.
Fonte: Globo Esporte