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Futuro promissor
Futuro promissor

26-12-2012/07:46:17

Joia 2013: Depois de ver o Criciúma subir, Bruno quer se apossar do gol

Goleiro enxerga a próxima temporada como a chance de deixar de ser uma promessa das categorias de base do único clube catarinense na Série A.

Bruno vai ter a primeira sequência de jogos como titular (Foto: Fernando Ribeiro, Divulgação / Criciúma EC)Mais pela televisão do que do banco de reservas, Bruno assistiu o Criciúma ser vice da Série B do Campeonato Brasileiro e conquistar o acesso à primeira divisão nacional. Considerado terceiro goleiro do elenco, foi apenas companhia de Douglas Leite e Michel Alves. Obviamente preferia estar em campo. Porém, o jogador de 21 anos fez dos treinamentos com os não relacionados o alicerce para 2013. Tanto que vai ter a prioridade da comissão técnica para ser o titular a partir do início da temporada.

Bruno é muito cria do Criciúma. Nascido na capital do carvão, por volta dos 15 anos conciliava as categorias de base com o squash, na equipe de um clube particular da cidade. Era promessa nas duas modalidades, mas preferiu enveredar pelos caminhos que a bola maior poderia proporcionar. Com a equipe júnior, foi bicampeão catarinense em 2010 e 2011. No ano passado, ainda teve três chances de jogar a Série B e em 2012 passou em branco. Porém, quer fazer de 2013 o início de fato da carreira como profissional.

- No Campeonato Catarinense deste ano até era relacionado, mas na Série B perdi espaço. Mesmo de fora, considero que foi meu melhor período no ano, em relação a treinamento e no ganho de confiança da comissão técnica. Acredito que estava treinando bem. Neste tempo, aprendi bastante nos treinos com os não relacionados. Não deixei de dar meu máximo e treinava mais e mais. Acho que no ano que vem tem tudo para ser um grande ano. Vai chegar a oportunidade que tanto procurei.

Quando era formado o elenco que disputaria a Série B do Campeonato Brasileiro, o Criciúma contratou Douglas Leite, tão experiente quando Michel Alves, que havia sido incorporado ao grupo durante o estadual. Com dois goleiros experientes, não demorou para Bruno entender sua competição se limitava a melhorar com os treinamentos. Era desta forma que ganharia o respaldo do preparador de goleiros Ubiratan Melo, o Bira.

De acordo com o treinador de arqueiros, a convivência com os mais velhos ajudou no amadurecimento de Bruno. O jogador, agora, soma a esperança da comissão técnica e do clube ao rótulo de promessa das categorias de base. Para Bira, a vez do goleiro se aproxima a cada dia.

- O Paulo (Comelli, técnico do Criciúma) optou pelo Douglas Leite no início da Série B e o Michel Alves era o imediato que entrou e terminou o ano como titular. Durante a competição, o Bruno teve a chance de ficar no banco em 10 jogos. As coisas no futebol têm um tempo. Esta experiência que teve faz parte do amadurecimento. Acho que vai contar bastante. O Bruno teve tempo de conviver com goleiros mais vividos e se portou da melhor forma possível. É um atleta em que há uma expectativa positiva. Trata-se de um grande goleiro e jovem. Vai ter oportunidade em breve. 

Catarinense não: é Copa do Mundo
Tem apenas seis partidas como jogador do time principal. Além dos três jogos na segunda divisão de 2011, esteve em campo duas vezes pelo estadual daquele ano e apenas uma na temporada que terminou a pouco, também pelo Campeonato Catarinense. Os goleiros que defenderam o Criciúma no Brasileirão saíram. O clube contratou outros dois. As chegadas de Helton Leite (22 anos), ex-Ipatinga, e Darley (23 anos), ex-Náutico, reforçam que Bruno terá a prioridade para este início de temporada. Os dois contratados são tão apostas quanto ele. O criciumense tem a seu favor mais tempo de casa.

- O que se planeja é uma oportunidade que foi desenhada para que ele seja observado. Tenho uma ideia muito positiva dele. Vai ser observado e tudo depende do desempenho. Não dá projetar se será ele o goleiro no Campeonato Brasileiro. Passa pelo desempenho dele no Catarinense. Chegou a oportunidade que ele tanto esperou – abaliza o preparador Bira.

Quando o calendário apontar 2013, Bruno vai para o seu oitavo ano de Criciúma. Durante a Série B de 2011, foi retirado dos trabalhos do grupo profissional para reassumir a camisa 1 do time júnior e conquistar o bicampeonato estadual. Foi na última categoria de base que conseguiu ter sequência de jogos na carreira. A partir do próximo Campeonato Catarinense, sua esperança é que tenha pela primeira vez tal série de partidas seguidas desde quando foi incorporado ao time principal.

- Eu trabalhei bastante neste ano. Muitas pessoas falaram que merecia uma oportunidade e não veio. Mas no fim do ano, me chamaram para conversar. Pediram para que eu ficasse tranquilo, que descansasse e que teria a minha vez. Estou no clube há um ‘tempinho’ e sempre fui tratado como uma revelação, mas nunca tive uma sequência. É que goleiro é mais difícil – atesta o primeiro da lista para o gol do Tigre em 2013.
 
Pressão: da base e jovem
Em Criciúma, a alegria do torcedor tricolor é ver crias das categorias de base em defesa do time. Porém, a cobrança cresce à medida que os jogadores formados no clube ganham mais espaço entre os profissionais. Nascido no sul de Santa Catarina e hoje campeão mundial pelo Corinthians, o meia Douglas é um exemplo disso. Na sua última temporada, em 2006, saiu do Tigre com o título da Série C, mas frequentemente ouvia vaias dos torcedores.

Essa cobrança que pode ocorrer não assusta Bruno. Pelo contrário. A pressão, segundo ele, é inerente da origem das divisões inferiores do clube. O goleiro tem consciência dos ‘riscos’ da profissão e mostra discurso de arqueiro experiente em como pode lidar com as falhas.

- A cobrança é natural, independente de ser da base ou não. Alguns vão passar a mão na minha cabeça e outros vão xingar, é normal. A cobrança vem conforme o seu trabalho. Sou goleiro e sei que não vou passar minha carreira inteira sem tomar um frango. Uma hora eu poso falhar, mas em outra vou ser melhor. Tenho é que ter cabeça para avaliar a situação, tentar levar as coisas sempre pelo lado bom – argumenta.

Para lidar com os momentos de dificuldade, Bruno terá o reforço de seu treinador. Ubiratan Melo. O preparador de goleiros prevê que a falta de sequência de partidas é um fator adverso ao jovem. Mas oferece suas palavras como conforto se a bola escapar.

- O Bruno fazia trabalhos técnicos e recebia orientações somente nos treinamento, mas não é o essencial. O Criciúma tinha atletas acostumados a vivenciar situações de jogo (referindo-se a Douglas Leite e Michel Alves). Na minha opinião, o Bruno tem o mesmo potencial deles, mas não a vivência de jogos. Vamos trabalhar nisso, tem que ter atenção especial com ele e trabalhar psicológico, porque vai enfrentar momentos bons e adversos. Ele demonstra ter uma cabeça muito boa e acredito que não vá sofrer. Se ocorrer alguma situação, estarei lá para orientar. Por conhecer ele e saber que tem uma cabeça boa, creio que vai saber lidar.
 
Férias: controle da ansiedade e condição em dia
Desde o dia 25 de novembro, primeiro dia desde o fim da Série B, Bruno divide suas férias entre Criciúma e a casa da namorada em Florianópolis. Neste período, tenta aproveitar o que pode, mas não deixa de lado o que vislumbra para 2013. Tenta relaxar o quanto consegue, porém admite que a próxima temporada povoa seus pensamentos. Não à toa, tira uma parcela de tempo para atividades físicas leves. Não quer ficar para trás nem quando a pré-temporada começar.

- Quero aproveitar as férias, foi um ano que treinei muito. Mas estou ansioso, porque vai ser a primeira vez que vou começar uma temporada como titular. Tenho corrido e feito academia de leve, esperando o dia 2 (de janeiro, data da apresentação do grupo), que está quase aí.

Fonte: Globo Esporte