28-12-2012/08:27:31
Um desejo antigo do Criciúma deve ficar apenas na intenção. O zagueiro Maurício está mais distante do Heriberto Hülse. O clube do Sul de Santa Catarina não está disposto a pagar os valores referentes ao direito federativo do jogador que defendeu o Joinville na Série B do Campeonato Brasileiro. Ele tem passe livre desde o fim deste ano, quando encerrou o contrato com o Palmeiras. Segundo o gerente de futebol do Tigre, o valor é viável para gigantes do futebol nacional.
— São valores de Inter ou Grêmio. Não dá – justificou Rodrigo Pastana.
No início do ano, o Criciúma rivalizou com o Joinville pelo empréstimo do atleta junto ao Palmeiras. O rival do norte de Santa Catarina ‘ganhou’ a disputa e contou com ele. No final da temporada, Maurício não acertou a renovação de contrato com o JEC, que considerou o valor ‘pesado’. Diferente de 2012, em 2013 não havia um clube para subsidiar os valores, como havia feito o Verdão.
Livre, chegou a mirar o futebol chinês. No entanto, o Criciúma abriu negociação para a contratação do jogador. Há duas semanas, as negociações avançaram, mas esbarraram nas finanças. O jogador estaria acima dos valores que o Tigre estaria disposto a pagar. O caso chegou na mesa do presidente Antenor Angeloni. Nesta quinta-feira, o gerente de futebol deu como inviável sua contratação.
Maurício estava com a situação bem encaminhada e faltava apenas o acerto final, previsto para antes da virada de ano. O zagueiro de 24 anos tem até mesmo o salário acertado. Apesar do distanciamento, Maurício ainda espera por um desfecho favorável com o Criciúma.
— Quero um contrato mais longo, de doi ou três anos para ter tranquilidade para trabalhar. O Criciúma tem interesse nisso, mas não acertaram os direitos. Está meio complicado, e o salário já está acertado. Tenho certeza que os dirigentes do Criciúma e o meu empresário vão se acertar — ainda espera o defensor.
Fonte: Globo Esporte