18-01-2013/11:05:48
Portões fechados. As duas primeiras, e esperadas, rodadas do Campeonato Catarinense podem ocorrer sem o apoio e a festa dos torcedores nas arquibancadas. A recomendação é do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), acatada pela Federação Catarinense de Futebol e repassada aos representantes da Associação dos Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina (SCClubes). O pedido do MPSC foi anunciado na noite desta quinta-feira, durante a troca de diretoria da própria Associação, em um hotel em Florianópolis.
A atitude foi tomada por causa do atraso na entrega dos quatro laudos técnico, dos estádios, estipulados pelo Estatuto do Torcedor (segurança, vistoria de engenharia, prevenção e combate contra incêndios, e condições sanitárias e higiene). A recomendação, porém, não foi bem aceita pelo novo presidente da SCClubes, Wilfredo Brillinger, que se disse surpreso com a ‘atitude radical’ no Ministério Público. Segundo Brillinger, a medida tomada para proteger a integridade física dos torcedores poderá resultar em maior revolta dos próprios.
- Consideramos a atitude radical e vamos recorrer. Temos receio da reação da torcida, muitos deles sócios dos clubes, e que não terão o direito de assistir às partidas de seus times.
A reunião, com objetivo de ‘avaliar a questão relacionada à fiscalização dos laudos obrigatórios para a realização do Campeonato Catarinense’, foi realizada na tarde desta quinta. Com participação dos promotores de Justiça, Eduardo Paladino e Marcelo de Tarso Zanellato com o presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixo Filho, e o procurador da Federação, Rodrigo Capela, foi registrado a recomendação e a responsabilidade da entidade que rege o futebol catarinense de repassar às informações aos clubes e à imprensa.
Após a oficialização de Wilfredo Brillinger na presidência as SCClubes, os representantes se reuniram para decidir o posicionamento da Associação. Em clima tenso e, em certos momentos, com ânimos exaltados, os representantes dos 10 clubes da Divisão Principal tomaram a decisão. Por intermédio do diretor jurídico da entidade, o advogado Sandro Barreto, a Associação decidiu por recorrer. Sem dar detalhes, o representante jurídico disse que apenas na sexta-feira será avaliada a questão e , a partir disso, as ações cabíveis ao caso serão colocadas em prática.
Fonte: Globo Esporte