05-02-2013/08:00:53
Quando a bola veio do lado esquerdo, Lins não teve motivos para lamentar. Não acertou o gol, mas deixou o lateral Marlon na cara para marcar o terceiro da vitória por 3 a 1 sobre o Juventus, em Jaraguá do Sul, pela quinta rodada do Campeonato Catarinense. Se o atacante do Criciúma tivesse acertado, seria o terceiro gol e ele o ‘artilheiro musical’ do Fantástico. Pediria música como trilha sonora dos gols, assim como fez o Seedorf, do Botafogo. no último domingo.
Porém, o camisa 11 do time catarinense não se importa. Garante que não entra numa partida pensando na proeza. Tanto que afirma nem traçar metas de quantos gols pretende fazer numa só temporada. Para ele, a função que exerce é abastecer o atacante de referência. Se der, ele confere, como nas duas vezes no João Marcatto.
- Não me passa na cabeça o que pode acontecer se eu fizer três gols num jogo. Tudo acontece naturalmente, se você jogar bem, vem elogios. Não penso em fazer três gols. Todo atacante quer fazer gol, independente se é um ou três. Mas acho que isso não cabe, de ficar imaginando quantos você vai fazer por partida. Contra o Juventos, já tinha feito dois gols, estava mais solto no jogo para fazer um passe para o Marlon – afirma o baiano de Camaçari.
Com os dois no último domingo e mais um anotado na estreia, o 6 a 0 sobre o Camboriú, Lins ficou entre os artilheiros do Campeonato Catarinense. Com outros quatro, tem três gols no estadual. Nas quatro partidas anteriores, foi reserva. A marca, com tudo, não enche tanto o atacante de esperanças de estar entre os titulares.
- Ajuda estar entre os artilheiros, mas não garante que eu seja o titular. Até porque eu tenho que mostrar nos treinamentos e nos jogos. Para você garantir um lugar no time, tem que estar trabalhando, mostrando e se dedicando, independente de ser o artilheiro ou não. É o trabalho que resolve tudo.
Fonte:Globo Esporte