28-02-2013/09:14:59
A reformulação do grupo do Criciúma respinga diretamente no condicionamento físico e também no rendimento dos jogadores. A análise, com certo tom de crítica, é do preparador físico, Márcio Correa. Remanescente na comissão técnica do acesso à Série A, Correa trabalha com aquilo que tem em mãos, porém, o plantel considerado curto dificulta o planejamento e a manutenção física dos atletas. Ponto que pode revelar o motivo das inconstâncias dentro do turno do Catarinense — o Tigre é quinto colocado com 11 pontos ganhos.
Uma dos principais características da equipe, que colocou o Tigre novamente na elite do futebol brasileiro, era a força física e as poucas lesões constatadas ao longo de 38 rodadas. Porém, com a saída e chegada de jogadores, o grupo sofre para apresentar um equilíbrio no condicionamento.
No papel, Márcio Correa, preparador que formou fisicamente o grupo tricolor de 2012, a expectativa era de, em um prazo máximo de 50 dias, encontrar um balanceamento homogêneo nos jogadores. No entanto, Correa explica que está tendo dificuldade para isso, e um dos motivos que cita, é o curto plantel.
— A gente procura desenvolver no mesmo formato do ano passado. É aquela história, a varinha de condão ninguém tem. Os métodos são seguidos e o trabalho é feito. Nós não mexemos na genética do atleta. O jogador precisa trabalhar, melhorar e se conscientizar que o Criciúma é um time que tem um plantel muito curto. O esforço que nós fizemos é muito grande, a superação tem que ser total, não só da comissão técnica, mas o empenho do jogador em campo — analisa.
Dentro dos reforços, os jogadores que não estavam em competição, ou que alternavam jogos na reserva, levam mais tempo para adquirir a forma física. Diante disso, com o pouco tempo para a pré-temporada e lesões, motivadas pelo esforço acima do normal diante da necessidade, Marcio Correa enxerga que é preciso um empenho de três partes: a prepração física, a nutrição e o profissionalismo.
— Esse ano o Criciúma tem jogadores que não estavam competindo, o caso do Elson é um exemplo. Nós resgatamos o jogador na sua melhor condição. Ninguém vai melhorar, acima do que já foi. Então o jogador, alguns vêm de um ano sem competir ou da reserva. É difícil né, um grupo absolutamente novo, além de resgatar o conjunto, é preciso resgatar uma condição física muito boa. Nós não lidamos com matemática, é biologia. Se fossem jogadores que atuaram o tempo todo (em 2012), ficaria mais fácil. É preciso um empenho do grupo. O preparador físico determinar algumas cargas, a nutricionista a alimentação e também tem o repouso. O jogador deve seguir e deve usar o maior profissionalismo para que isso aconteça – avalia.
Fonte:Globo Esporte