Criar um Site Grátis Fantástico
Translate this Page
Enquete
Como você vê a Administração de Barracão?
Ótima
Boa
Regular
Ruim
Péssima
Ver Resultados

Rating: 2.9/5 (958 votos)




ONLINE
3





Partilhe este Site...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Total de visitas: 1055373
Sem trabalho
Sem trabalho

25-04-2013/10:26:03

Ponto de subida do Tigre, esquema com três atacantes ‘não deu trabalho’

Técnico Vadão opta pelo esquema com trio ofensivo para tentar somar mais pontos fecha returno do Campeonato Catarinense com o título.

Vadão: 'Tínhamos que superar nossas maiores
limitações' (Foto: João Lucas Cardoso)

Oswaldo Fumeiro Alvarez é um cara de convicções. Assiste a todos os jogos possíveis, documentários sobre futebol e se mostra um estudioso da modalidade, mesmo de um tempo em que nem era treinador ainda. Quando armou o Criciúma pela primeira vez no 4-3-3, teve a certeza que daria certo em campo. O porquê da escolha é simples como o homem de Monte Azul Paulista: precisava fazer com que a equipe somasse mais pontos no Campeonato Catarinense. Deu tão certo, que terminou com o título do returno do Estadual – e a vaga nas semifinais da competição – mesmo com empate após quatro vitórias seguidas.

O êxito ele atribui mais a oratória do que o conhecimento de técnico de futebol. Vadão acredita que tenha sido fácil fazer o Criciúma atuar em 4-3-3. O mais difícil seria fazer com que o time jogasse de forma ofensiva sem perder o poder de marcação. Aí entrou o verbo. O treinador conseguiu convencer os jogadores que a formação inspirava uma boa carga de doação.

- A parte tática, por incrível que pareça, não me deu trabalho. Quando coloquei os três atacantes eu tinha convicção que iria dar certo, já no primeiro jogo. Como o Fabinho já tinha jogado comigo assim, eu sabia que do lado dele eu não teria problema em ele atacar e defender, porque tinha feito isso comigo no Guarani. Eu precisava fazer isso com o Lins, que ele também fizesse essa função. E o Lins faz a função, está fazendo e não deixou de fazer gols. Não atrapalhou. Os dois jogadores, embora sendo ofensivos e terem que marcar, não tiveram o futebol afetado. Os dois estão jogando bem, com o Lins sendo o artilheiro. Isso não prejudicou e acrescentou demais no plano tático do jogo.

A formação em campo se assemelha ao ‘moderno’ 4-2-3-1, em que a linha de três costuma ser povoada em maioria por meias ou meia-atacantes. Ivo seria o único meia de origem na linha que tem dois atacantes, no Criciúma. Porém, o técnico Vadão não gosta muito da definição, ‘porque no futebol tem apenas três linhas, defesa, meio e ataque’. A convicção de usar três atacantes foi mais em virtude da situação do time no Campeonato Catarinense que qualquer outro motivo.

- Eu tava jogando no Sport com três atacantes também. O problema não é nem de querer jogar da mesma forma. Quando fiz o estudo da tabela, depois do primeiro jogo contra o Atlético-IB (sua estreia, com derrota por 3 a 2, em casa), quando fui fazer as contas e por índice técnico a gente estava distante, tínhamos que brigar muito para chegar lá, eu pensei: ‘Bom, só tem uma solução. Temos que ser um time que busque a vitória e que também tenha boa marcação’, porque não adianta você só atacar. ‘Vou tentar com três atacantes, com Lins, Fabinho e vou colocar um homem de referência na frente e cobrar uma marcação lá na frente destes atacantes’. Daí coloquei na cabeça dos jogadores o quanto nós precisávamos ganhar, ganhar, ganhar e que tinham que se multiplicar em campo, para que o esquema tático não fosse só ofensivo e a gente não se defendesse bem.

Com o time montado e as responsabilidades distribuídas, segundo ele, ainda viria a parte que seria mais complicada. Era preciso convencer um grupo abatido pelas críticas que poderia fazer a diferença. Contra o Avaí e Chapecoense, a equipe empatou, mas não baixou a guarda. No jogo seguinte, o Criciúma faria a maior goleada do Catarinense, o 8 a 0 sobre o Juventus, para deleite da torcida no Heriberto Hülse.

- Fiz o primeiro jogo e no segundo eu defini três atacantes (empate em 2 a 2 com o Avaí). Mesmo com o campo alagado, eu gostei muito da formação. No segundo jogo em casa, em que nós empatamos com a Chapecoense (em 0 a 0), nós tivemos muitos desfalques, por cartões e contusões. A gente desfigurou um pouco a forma de jogar. Aí no jogo seguinte, contra o Juventus, a gente voltou com a formação que está aí até hoje. Só que nós mostramos aos jogadores que o nosso diferencial era de vencer muitos jogos seguidos para poder ter chance de classificar. Para isso, tínhamos que ter uma doação maior possível para superar nossas maiores limitações, como o entrosamento. Dei uma função tática aos três atacantes em que o Fabinho e o Lins tinham que se sacrificar um pouco na marcação, deixando só o Marcel isolado. Tinham que compor o meio de campo para sermos um time ofensivo, mas não ser vulnerável na marcação. Aquele jogo dos 8 a 0 nos deu uma força muito grande. A partir daquela partida, os jogadores passaram a acreditar que aquele tipo de marcação, aquela ofensividade, aquele impulsividade poderia nos levar onde nos levou. Podem falar que o Juventus era fraco, mas fizemos oito.

Fazer colar a ideia, considera o treinador, foi sua maior contribuição. Vadão arriscou tudo num esquema com três atacantes e colocou no currículo a taça de uma fase do Catarinense. Sinal de que a  ‘resenha’ foi bem aceita pelos atletas.

- Acho que foi o grande mérito meu. Porque acho que o discurso foi bom, os jogadores acreditaram. Porque às vezes você vem com a ideia melhor possível e você não consegue transmitir aquilo com segurança e o jogador não acredita muito naquilo que você está falando. Eu estava muito convicto da pontuação, pelo que estudei junto com a comissão. Nós precisávamos agredir, tinha que ganhar 3 ou 4 jogos seguidos caso contrário a gente não iria classificar. Os jogadores entenderam muito bem isso. Acho que o mérito meu não foi o plano tático, foi passar uma coisa em que eles acreditaram que aquilo poderia nos dar a classificação. E eles acreditaram.

Fonte:Globo Esporte