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Voluntariedade
Voluntariedade

03-05-2013/10:00:27

‘Pequeno Polegar’ do Tigre, Fabinho coloca a voluntariedade na frente

Atacante que carrega apelido dos tempos de Guarani não cobiça ver as redes balançarem com seu chute, prefere contribuir para time saia vencedor.

Fabinho: 'Sou mais de dar assistência, nunca fui ambicioso em fazer gols' (Foto: João Lucas Cardoso)

Voluntarioso em vez de glorioso. Dar a abraço em vez de recebê-lo. Este é Fabinho, assim o é com a camisa do Criciúma. O apelido de 'Pequeno Polegar' lhe cai bem, ele gosta. No conto de fadas europeu, o também chamado Polegarzinho enfrenta ogros e dificuldades para que ele e os seis irmãos não passem mais fome na vida. A história tem a ver com o homem de modesto 1,63m, porque coloca o coletivo bem mais a frente que seus interesses.

- Por onde passei, sempre deixei claro que nunca fui de fazer muitos gols. Sempre fui de participação, de me entregar ao máximo dentro de campo pelo grupo. Sou mais de dar assistência, nunca fui ambicioso em fazer gols. Muitas pessoas me cobram, de ter a ambição de fazer. Muitas vezes chego dentro da área e toco a bola para trás, por não ter esta ambição de chutar. Isso é coisa minha. Fico feliz de ver o grupo saindo de campo vitorioso, independente de quem faça o gol. Se puder tocar a bola, toco. Se puder fazer o gol, faço. O importante é que a equipe em que eu esteja jogando saia vencedora e no final a gente comemore – justifica o pernambucano de Recife.

Como a personagem de conto infantil, passou trabalho para enfim triunfar. Está feliz vestindo a camisa do Criciúma. Esta parece ser sua primeira passagem pelo futebol catarinense, mas não é. Ainda nos primeiros anos de carreira, defendeu o Alto Vale, time de Rio do Sul. Só iria mesmo despontar no futebol com a camisa do Guarani. Foram três anos, no clube de Campinas. Lá ganhou o apelido e notoriedade no futebol nacional, além do surpreendente vice-campeonato do Paulistão, no ano passado. Foi para o Cruzeiro em seguida e, na atual temporada, emprestado ao Tigre.

O jogador está sempre na boca do técnico Vadão quando ele fala do sacrifício que os homens de frente do Criciúma têm que fazer para que o time seja composto por um trio de avantes. Mas pela televisão, o jogador fez formar sua postura em campo, apenas alguma coisa vem do treinador. O meia que virou atacante bem depois de começar a jogar bola viu nos campeonatos europeus todos os jogadores comprometidos com a marcação. Ali moldou sua forma de jogar. Desaprendeu a idolatrar o gol, mas não perdeu o apego pela bola.

- Se acompanhar os campeonatos de fora você vai observar o posicionamento dos jogadores, a obediência tática deles, o jeito que jogam. Muitas vezes o cara não dá importância lá fora para o gol, dá à obediência tática, como é em campo, o jeito que marca, a ajuda ao time, se joga para a equipe. Coloquei na minha cabeça que hoje o atacante também tem que ajudar a marcar, participar. A marcação começa na frente e melhora para zagueiros e volantes. Essa é uma característica minha. O Vadão sabe que participo bastante, que eu gosto de marcar e de estar em cima, na pressão.

Mas esta entrega cobra o preço ao corpo pequeno e magro. O maior sofrimento de Fábio Souza dos Santos não está em marcar jogadores na maioria bem mais altos e fortes que ele. O jogador de 29 anos enfrenta uma outra batalha depois que o último apito soa. Enquanto boa parte dos colegas de profissão tenta resistir às tentações para manter a forma, Fabinho precisa engordar. É que a agilidade proporciona pela pequenez também causa rápida perda de peso no jogador. Ele tem sinal verde para comer as guloseimas que quisesse, mas nem consegue.

- Tenho que comer ao máximo e tudo liberado. Mas tenho dificuldade em me alimentar até depois do jogo, pelo desgaste. Não sinto muita fome. A preocupação do departamento médico, da nutricionista e do preparador físico é este desgaste que tenho. Estes cuidados estavam faltando um pouco no meu começo no Criciúma. Mas depois, passaram a me conhecer melhor, saber que eu poderia render mais com este trabalho extracampo – relata.

Tamanho e medidas diminutas o fazem, na maioria das vezes, ser o menor jogador do elenco. No Criciúma, não é diferente. Situação que faz de Fabinho alvo de brincadeiras dos colegas. Mas também lhe rendeu o apelido de ‘Pequeno Polegar’, presente dos torcedores do Guarani e que começa a pegar entre os torcem pelo Tigre. O altura não lhe atrapalha, garante. O apelido, será sempre bem vindo.

- Levo vantagem por ser baixo, porque sou ágil também. Da mesma forma que brincam comigo, eu brinco também com eles. Com a altura deles, não conseguem me pegar na velocidade. Tiram o sarro de um lado e eu também de outro. O apelido vem do Guarani. Fiquei três anos no clube e tive momentos maravilhosos, foi onde vivi a melhor fase da minha carreira também, até agora. Esse apelido por onde passo as pessoas comentam. Fico feliz por eles terem colocado este apelido em mim. É legal. Nunca questionei e acho carinhoso. Não é nada que falte respeito. É tranquilo.

Fonte:Globo Esporte