21-06-2013/12:25:49
Rui consulta programa com informações de |
Ideia no papel, promessa de campanha e... realidade. Seis meses após tomar posse, a gestão do presidente Fábio Koff conseguiu mudar - o que define como - a política de reforços do Grêmio. A obsessão por identificar jovens talentos obedece duas premissas: tem de passar por uma espécie de ‘peneira digital’ e só será oficializada como contratação se o clube assegurar, ao menos, 60% dos direitos econômicos do jogador alvo de interesse. Foi assim que 39 vieram para as categorias de base e 13, ao profissional. Será assim que o time de 2014 terá outra cara.
É o diretor executivo de futebol do Grêmio, Rui Costa, o responsável por comandar este processo. Mas não o faz sozinho. Há o assessor de futebol, Marcos Chitolina, e toda a equipe da Central de Dados Digitais, o setor que compila as informações. Não há nenhuma revolução, conforme atesta o dirigente, mas o processo está modificado.
- Não inventamos a roda até porque o clube tinha outras ferramentas usadas no passado. Mas, agora, temos acesso a informações de todas as ligas do mundo, de todos os jogadores. Podemos conferir se o que nos foi dito é verdade. O Grêmio tem e vai voltar a ser protagonista em identificar e revelar novos talentos. Tendo a maioridade nos direitos – resume Rui Costa, consultando o aplicativo do Wyscout no seu tablet.
Foi assim que os negócios recentes de Maxi Rodríguez e Riveros foram concretizados. Rui e a equipe tricolor assistiram a dez jogos do uruguaio e a cinco do paraguaio pelo programa, afinal, os campeonatos uruguaio e turco, respectivamente, não têm transmissão no Brasil. O primeiro foi comprado e o segundo, acertou após rescindir. Ambos vieram com mais de 60% dos direitos econômicos vinculados ao Tricolor. Algo que não aconteceu na venda de Fernando ao Shakthar Donestsk, que rendeu 40% (R$ 14 milhões) dos R$ 36 milhões desembolsados pelos ucranianos.
- A diretriz é ter, ao menos, 60% dos direitos econômicos do jogador. Em casos especiais, podemos reduzir para 50%. É a maneira de termos mais poder de decisão (em eventuais negociações). E de aumentar o patrimônio do clube – completa Rui Costa.
Outra mudança proposta é tentar trazer jogadores com passaporte comunitário europeu, o que valoriza o valor em eventual venda e facilita a realocação em caso de dispensa. Não à toa, há parcerias com clubes da Argentina, Paraguai, Chile, Suécia, Japão, Alemanha e Estados Unidos.
Com tudo isso, a ideia é ter no grupo principal sete atletas deste processo. É esperar para ver.
Fonte:Globo Esporte