04-10-2013/10:13:34
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Sérgio Antônio Borges Júnior é um cara otimista. Quando a maioria vê dificuldade, ele enxerga oportunidade. O homem de 27 anos preferia estar com o Criciúma não apenas em uma situação mais cômoda no Campeonato Brasileiro, como vislumbrava quando desembarcou no Heriberto Hülse. Queria estar num time que brigasse do meio para cima da tabela. Mas nem por isso desanima. Serginho encara de frente a necessidade do clube em vencer sete de 13 jogos para que o Tigre não saia da primeira divisão nacional.
O volante faz da missão do clube a sua. Não quer ser lembrado como um dos líderes do elenco que caiu para a segunda divisão do Brasileirão. Coloca o fato de fazer o que gosta como suficiente para estar motivado a encarar a luta do Criciúma. Vê num passado não muito distante um exemplo que serve de alento. O otimismo para encarar e completar a missão, para Serginho, começa pela honra.
– Creio que todo mundo veio com um só objetivo. Lembro quando cheguei aqui, que falei que não vim para buscar uma permanência na primeira divisão, e, sim, conquistar coisas boas. Sempre foi isso na minha cabeça, e sempre vai ser em qualquer equipe que eu passar. Hoje a gente está vivendo um dia a dia diferente. Sabemos a importância da permanência do Criciúma na Série A e esse é o nosso objetivo agora. Isso vale para todo jogador, quem jogou em equipe grande, quem vem da base do Criciúma ou quem vem de outras equipes. Todos sabem que uma queda para segunda divisão mancha a carreira de qualquer jogador, e tenho certeza que isso não vai acontecer aqui – disse.
Serginho demonstra que não tem pelo que procurar para que esteja pronto para encarar a batalha do Criciúma pela degola. O mineiro de Contagem acredita que os obstáculos para ultrapassar podem ser aliados com a profissão que gosta. Isso já lhe é suficiente para estar de pé e na luta.
– A motivação está dificuldades. Nas dificuldades buscamos força e crescimento. Quando as coisas vêm muito fácil fica tranquilo e a gente não dá valor. Vai ser difícil, sim, Mas no final todo mundo vai sair com a cabeça erguida porque fez o seu melhor e vamos, sim, segurar o Criciúma na Série A. A motivação tem que haver em o todo momento. Quem vive nessa função, tem que ter motivação todo dia. É um dom que Deus nos deu, tem que ter motivação por estar saudável para desempenhar o trabalho que gosta e sente feliz fazendo.
De acordo com o jogador, o Criciúma não precisa ir longe e nem olhar para fora do Heriberto Hülse para saber a permanência na primeira divisão é possível. Como a conta implica em vitórias seguidas, o jogador tem nos três triunfos em sequência na reta final do turno como inspiração, alento e motivação.
- Todo time passou ou vai passar por um momento difícil dentro da competição. O Campeonato Brasileiro, não só na Série A, como também a Série B, é desse jeito. Todo mundo vai ter uma caída no ritmo. Tivemos uma crescente a partir do jogo diante do Náutico, depois Coritiba e outras equipes. Conquistamos duas vitórias fora de casa, depois voltamos para nossa casa e demos uma baixada na guarda. Isso acontece em qualquer equipe. Mas dizer que estamos rebaixados, jamais. Até mesmo porque nenhum jogador pode pensar assim. Senão, todo mundo poderia pegar as suas coisas e ir embora. Todos têm que ter o pensamento focado em dar o seu melhor e o nosso melhor vai segurar o Criciúma na Série A – disse o jogador que volta a ser titular após sete rodadas de fora por lesão.
Fonte:Globo Esporte