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professores em greve
professores em greve

09-10-2013/09:19:40

Professores municipais em greve passam a noite na Câmara de Goiânia

Eles montaram barracas, levaram colchões e comida para ficar no plenário.
Cerca de 300 profissionais invadiram o local na manhã de terça-feira (8).

Professores montam barraca para passar a noite no plenário da Câmara (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Professores da rede municipal passaram a noite no plenário da Câmara de Vereadores deGoiânia. Eles estão no local desde a manhã de teça-feira (13) e prometem deixar a Casa somente quando houver negociação com o prefeito Paulo Garcia (PT). A ocupação foi motivada pela rejeição de uma emenda a um projeto que estabelece regras para o Auxílio Locomoção da categoria. Os professores estão em greve há duas semanas.

O coordenador do comando de paralisação, Antônio Gonçalves Rocha Júnior, informou que o deputado estadual Mauro Rubem (PT) tenta agendar uma reunião com o prefeito para esta quarta-feira (9). “Por enquanto não está nada certo, mas tudo indica que ele [Paulo Garcia] vai nos receber. E é isso o que a gente quer”, disse. A Secretaria Municipal de Educação informou que está aberta ao diálogo com professores por meio dos representantes legais da categoria, mas o encontro ainda não foi confirmado.

Rocha Júnior ressaltou que, além de tratar sobre o Auxílio Locomoção, a categoria quer negociar sobre uma medida que prevê multa diária de R$ 10 mil para oito integrantes do movimento grevista. “Não vamos sair da Câmara até o prefeito acabar com esse processo”, ressaltou.

Para permanecer no plenário, os professores montaram um esquema para distribuição de lanches, com pães, café, biscoitos, café e água. Além disso, alguns ficaram responsáveis pela manutenção da limpeza do local. “Estamos organizados e não queremos bagunça, lutamos para que nossos direitos sejam resguardados sem prejudicar ninguém”, concluiu o coordenador.

Segundo a diretoria da Câmara Municipal, por enquanto, nenhuma medida judicial será tomada para que os professores deixem o local.

A emenda rejeitada previa que todos os professores com carga horária de 30 horas semanais recebessem o benefício de locomoção no valor de R$ 319. Apesar de favoráveis à medida, a categoria é contra o projeto, de autoria da prefeitura, que estabelece três níveis de auxílio, com valores que variam conforme a carga horária de trabalho. Os valores estabelecidos no projeto são de R$ 133, 30 para 20 horas semanais, R$ 200 para 30 horas semanais e de R$ 266,60 para 40 horas semanais.

Os manifestantes acreditavam que a alteração no projeto original seria aprovada pelos vereadores, porque 17 parlamentares haviam votado a favor e 16, contra. Porém, o vereador Jorge do Hugo (PSE) pediu para corrigir o voto. Assim, a emenda foi rejeitada por 17 votos contra e 16 a favor, o que revoltou os professores. Com a invasão do plenário, a sessão foi suspensa.

O vereador Virmondes Cruvinel (PSD), autor da emenda, acusou o presidente da Câmara, Clécio Alves (PMDB), de manipular a votação. “Ele segurou a sessão mesmo no final e trouxe dois vereadores para mudar o resultado”, disse. Alves se defendeu e garante que agiu dentro da lei. “Os colegas faziam questão de colocar os seus votos e pediram que a votação aguardasse a chegada deles. Em um dado momento, eu determinei o prazo de dois minutos para que eles estivessem presentes”, disse.

Greve
Os professores do município estão em greve desde o dia 25 de setembro. Além de reivindicar o benefício de transporte para todos os professores e auxiliares educativos, a categoria quer o fim do parcelamento da data-base, que representa a reposição salarial por perdas inflacionárias. Os grevistas querem ainda o enquadramento dos auxiliares educativos como funcionários do magistério e melhores condições de trabalho.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a paralisação prejudica mais de 70 mil alunos, pois 59% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei) estão sem aulas.

Em assembleia na última sexta-feira (4), a categoria decidiu continuar com a greve. A medida contraria a decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) Beatriz Figueiredo Franco. No dia 27 de setembro, ela determinou, por meio de uma liminar, a suspensão da greve e retomada das aulas.

Fonte:G1