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Sem acordo sobre divida
Sem acordo sobre divida

29-10-2013/16:15:28

Sem acordo sobre dívida, ação da OGX chega a cair mais de 20%

Petroleira corre risco de ter de pedir recuperação judicial.
Principal índice de ações da bolsa paulista também recuava nesta terça.

Presidente do grupo EBX, Eike Batista, na cerimôniade início da produção de petróleo da OGX, no RJ(Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Após anunciar que não havia chegado a acordo sobre dívidas com credores, a OGX mostra desempenho negativo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações da petroleira de Eike Batista, a principal empresa do império X, chegaram a cair mais de 20% no pregão desta terça-feira (29).

Às 14h10, os papeis da companhia mostraram queda menor, de 17,24%, cotadas a R$ 0,24. No mesmo horário, o Ibovespa recuava perto de 1%. Veja a cotação

A petroleira OGX, do empresário Eike Batista, informou nesta terça-feira, por meio de fato relevante, que após meses de negociação não chegou a um acordo com credores. O prazo para um entendimento sobre a dívida termina nesta semana. Em nota a investidores, a companhia afirma que "continua avaliando alternativas para a reestruturação de seu endividamento".

Agora, a empresa poderá ter de pedir recuperação judicial. No total, apenas em bônus no mercado internacional, a OGX tem de pagar US$ 3,6 bilhões, de acordo com a Reuters. Se confirmado, o processo de recuperação judicial da petroleira será o maior da história de uma empresa latino-americana, segundo dados da Thomson Reuters.

No início de outubro, a OGX havia comunicado ao mercado que não pagaria cerca de US$ 45 milhões das parcelas referentes a juros de dívidas emitidas no exterior, vencidas no dia 1º deste mês.

O não pagamento foi considerado o primeiro passo do que pode vir a ser o maior calote da história por uma empresa latino-americana, destacou a Reuters.

No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nessa ocasião, a OGX informou que "a companhia possuia 30 dias para adotar as medidas necessárias sem que seja caracterizado o vencimento antecipado da dívida" de mais de US$ 1 bilhão.

A agência de classificação de crédito Fitch rebaixou, no mês passado, o rating da OGXpara "C", de "CCC", apontando que a inadimplência da companhia era iminente ou inevitável

Derrocada
A derrocada da OGX ganhou força após sucessivas frustrações com o nível de produção da petroleira. No início de julho, a companhia decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos (litoral do Rio de Janeiro) antes consideradas promissoras.

Com pouco dinheiro disponível e fracasso na produção, a OGX desistiu de adquirir em agosto 9 dos 13 blocos que arrematou na última licitação de áreas de petróleo, evitando o pagamento de R$ 280 milhões ao governo por direitos exploratórios.

A OGX espera completar a venda de uma fatia em blocos de petróleo que possui para a malaia Petronas, para conseguir um alívio no caixa. A companhia asiática, porém, aguarda a conclusão da reestruturação da dívida da OGX para dar prosseguimento ao negócio, avaliado em US$ 850 milhões.

Eike contratou como assessores o banco Lazard e o grupo de investimentos Blackstone para coordenar as discussões com os detentores de bônus, enquanto revisa sua estrutura de capital e plano de negócios.

No começo de setembro, a diretoria da OGX decidiu exigir de seu controlador aporte de US$ 1 bilhão. O empresário, que viu sua fortuna desabar diante do contágio nas outras empresas "X", questionou a validade do exercício da opção e disse que poderá recorrer à arbitragem.

No mesmo mês, Eike reduziu para 50,16% sua participação no capital da companhia.

Fonte:G1