03-12-2013/16:14:52
Das oscilações às cartadas certeiras: o acesso do Figueira em muitos nomes
Retrospectiva Série B: de técnico de 'primeira' à treinador do acesso, de altos e 'baixas', saídas e chegadas, até o ponto máximo do ano no Estreio - retorno à Série A.
Comemoração sem fim: acesso e festa em Bragança Paulista, assim como na chegada do Figueirense a Florianópolis (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com) |
A temporada 2013 ficará eternizada na memória alvinegra de maneiras distintas. O coração do torcedor sofreu. Um misto de emoções que se torna indescritível ao ser analisado de forma fria. É impossível olhar para a temporada que recolocou o Figueirense na Série A do Brasileiro sem ficar impressionado a trajetória do grupo e da torcida. O caminho foi tortuoso, sofrido, inesperado e inexplicável.
Da queda em 2012 até o acesso em 2013 o Figueirense passou por agitações nos bastidores e também dentro de campo. A desconfiança do torcedor diante do mandato de Wilfredo Brilinger, as despedidas, que não foram feitas, dos ídolos Fernandes e Wilson, tudo isso pesava dentro de campo. Era um fardo a mais. Como não recordar das incontáveis lesões que atingiram o grupo de jogadores e atrapalharam o trabalho de Adilson Batista. O treinador aliás era visto com o único ponto positivo do Figueira versão 2013 pelas arquibancadas.
Só que não foi com ele e também não foi com a diretoria formada por Marcos Moura Teixeira e Leandro Niehues que o inesperado foi possível de ser alcançado. Foi com gente conhecedora de Figueirense. Vinícius Eutrópio, mineiro que já havia sido capitão na época de jogador, conquistou aquilo que parecia, improvável, impossível. Resgatou e mexeu com os brios de jogadores e da torcida do Orlando Scarpelli. Junto com Rodrigo Pastana, recolocou o Figueirense nos trilhos para uma arrancada impensada para a maioria, até mesmo dentro do clube.
Do começo com Adilson, passando por irregularidades dentro e fora de campo, protestos e vaias, gols e goleada sobre o maior rival, a Serie B de 2013 ficará eternizada para os alvinegros. Aquela em que a alma falou mais alto e a paixão preta e branca foi resgatada. Uma temporada fora de série. Na verdade, de Série A.
TÉCNICO DE ‘1ª’, ARRANCADA FALSA E IRREGULARIDADE
O projeto do Figueirense para a Série B colocava todo o peso nas costas de um homem só: Adilson Batista. Rodado e experiente do futebol brasileiro, com passagem por clubes como Cruzeiro, Corinthians, São Paulo, Santos e, principalmente, o que aguçava a esperança dos torcedores, Figueirense. Entre 2005 e 2006, Adilson havia feito história com o título Catarinense e uma campanha surpreendente na Série A, com o sétimo lugar.
O comandante era o combustível máximo dos sonhos, afinal, Wilfredo Brillinger, que assumira em 2012 depois de uma conturbada eleição, havia garantido que iria colocar o Figueirense na Série A ‘com um treinador de elite’. Contudo, ao contrário das expectativas, após um começo promissor, as turbulências fora de campo e as atuações irregulares da equipe pesaram contra. Além, claro, do fato do clube não ter chego à final do Estadual.
Na estreia da Segundona, diante do América-RN, no Scarpelli, vitória. E assim a equipe foi, da mesma forma, da estreia nos dois jogos seguintes. Em três partidas, três triunfos: 9 pontos. Aproveitamento de 100% e liderança. Porém, a euforia virou apreensão. Antes mesmo da pausa para a Copa das Confederações, duas derrotas e um empate iriam dar o tom do que seria a gestão Batista. Irregularidade, lesões e insatisfação da torcida. Com quase um mês para preparar o time, o Figueirense do treinador não conseguiu emplacar, tanto no lado técnico, quanto nos resultados.
No dia 30 de julho, na décima primeira rodada, mesmo com a derrota para o Paysandu, o Figueirense estava no G-4. As insistências do comandante com jogadores que os torcedores não aprovavam como Ronaldo Tres e Marcelo Toscano, que não atravessavam naquele momento uma grande fase, fizeram com que o amor que partia das arquibancadas terminasse, assimo como os tempo de vitória e grupo de acesso.
Contudo, um fator foi crucial para que a passagem do treinador fosse interrompida: as lesões. Além dos problemas musculares, que atingiram o grupo, quatro titulares do técnico tiveram que deixar a temporada pelas lesões graves que tiveram: William Magrão, Ronaldo Tres, Douglas Silva e Ricardo Bueno.
O DM lotado, entretanto, não serviu de desculpas e, na 16ª rodada, quando a equipe já havia sido atropelada pelo maior rival dentro do Orlando Scarpelli, e perdeu para o ABC, em Natal, o técnico não resistiu. A demissão veio e, junto com ela, a revolta dos torcedores: pichações no Scarpelli e, no desembarque do time em Florianópolis, agressão ao meia Tchô.
EUTRÓPIO, PASTANA E CARTADAS CERTEIRAS
A torcida não sabia e a diretoria dava a sua penúltima cartada, mas o dia 19 de agosto pode ser classificado como o início do acesso alvinegro. Naquela segunda-feira, o técnico Vinícius Eutrópio assumiu o comando técnico do clube. Ex-jogador do Alvinegro, o mineiro sabia bem dos bastidores do clube, tanto, que uma das suas primeiras ações foi tentar trazer junto de si o ídolo Fernandes.
Sem sucesso com o ex-jogador, mas com êxito nas análises de grupo e de ambiente. Eutrópio alterou ‘cinco ou seis coisinhas’, como disse antes do jogo final contra o Bragantino. E, aos poucos, ganhou o grupo alvinegro e, o mais importante, o torcedor. Só que foi preciso um tempo para que as mudanças fossem avistadas.
Naquele momento o time encontrava-se na oitava colocação. Eutrópio estreou justamente contra o Oeste, em casa, e bateu o adversário por 3 a 0. A vitória até amenizou a pressão, mas depois de altos e baixos o time chego à pior posição: 11º.
Para tentar dar jeito a má fase, a última cartada da diretoria: a saída de Leandro Niehues e também de Marcos Moura Teixeira, para, enfim, trazer Rodrigo Pastana. O superintendente de esportes chegou no dia 11 de setembro e, em menos de um mês trouxe quatro nomes — além de Zé Roberto e Arthur — que seriam essenciais para o Figueirense: Rodrigo Souto, Éverton Santos, Nirley e Paulo Roberto.
OSCILAÇÃO FINDA E RIVAIS ‘AJUDAM’
Com esses atletas, o Figueirense ganhou fôlego e mais qualidade. Porém, novamente, como havia sido no clássico, a goleada sofrida para o Palmeiras fez toda esta nova estrutura balançar. O placar de 4 a 0, na 28ª rodada, foi, no entanto, o último revés expressivo. A partir dali, somente mais duas derrotas: Joinville e Icasa.
Além disso, os adversários diretos - Ceará, Avaí, Icasa, Sport, Joinville e América-MG - tropeçaram e possibilitaram uma arrancada. Seria preciso vencer e assim foi feito. E, um a um, os rivais foram caindo e ficando para trás. O acesso começava se tornar possível.
GOLEADA NO CLÁSSICO E ARRANCADA DÃO O ACESSO
Nos dez jogos seguintes à derrota para o Palmeiras, o Figueirense venceu seis partidas, empatou duas e perdeu outras duas. Foram 20 pontos ganhos. O que só foi possível por conta da confiança adquirida na goleada aplicada sobre o Avaí. O placar de 4 a 0, na Ressacada, foi tão imprevisível quanto a virada que estava por vir. Os gols de Thiego, Rafael Costa e Maylson calaram uma Ressacada lotada e tiraram do caminho o maior rival. E, a partir daí, um fôlego que mais nenhuma outra equipe teve. O Figueira não perdeu mais.
Mais duas vitórias seguidas, diante de Guaratinguetá e ABC, e os três pontos ganhos, na penúltima rodada, sobre o ASA, deram ao Figueirense o G-4 na penúltima rodada. O duelo diante do clube de Arapiraca, no dia 22 de novembro, foi na sexta-feira. E assim, no sábado, Palmeiras e Chapecoense auxiliaram e venceram o Ceará e o Icasa respectivamente. O sonho se tornava realidade e bastava vencer o Bragantino para retornar à Série A do Brasileiro.
Das oscilações às cartadas certeiras: o acesso do Figueira em muitos nomes
Retrospectiva Série B: de técnico de 'primeira' à treinador do acesso, de altos e 'baixas', saídas e chegadas, até o ponto máximo do ano no Estreio - retorno à Série A
Por GloboEsporte.com
Florianópolis
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TÉCNICO DE ‘1ª’, ARRANCADA FALSA E IRREGULARIDADEEUTRÓPIO, PASTANA E CARTADAS CERTEIRASOSCILAÇÃO FINDA E RIVAIS ‘AJUDAM’GOLEADA NO CLÁSSICO E ARRANCADA PARA O ACESSOACESSO DO GRUPO PARA A TORCIDA
SAIBA MAIS
Confira toda a festa pelo acesso à Série A na página do Figueirense
A temporada 2013 ficará eternizada na memória alvinegra de maneiras distintas. O coração do torcedor sofreu. Um misto de emoções que se torna indescritível ao ser analisado de forma fria. É impossível olhar para a temporada que recolocou o Figueirense na Série A do Brasileiro sem ficar impressionado a trajetória do grupo e da torcida. O caminho foi tortuoso, sofrido, inesperado e inexplicável.
Da queda em 2012 até o acesso em 2013 o Figueirense passou por agitações nos bastidores e também dentro de campo. A desconfiança do torcedor diante do mandato de Wilfredo Brilinger, as despedidas, que não foram feitas, dos ídolos Fernandes e Wilson, tudo isso pesava dentro de campo. Era um fardo a mais. Como não recordar das incontáveis lesões que atingiram o grupo de jogadores e atrapalharam o trabalho de Adilson Batista. O treinador aliás era visto com o único ponto positivo do Figueira versão 2013 pelas arquibancadas.
Só que não foi com ele e também não foi com a diretoria formada por Marcos Moura Teixeira e Leandro Niehues que o inesperado foi possível de ser alcançado. Foi com gente conhecedora de Figueirense. Vinícius Eutrópio, mineiro que já havia sido capitão na época de jogador, conquistou aquilo que parecia, improvável, impossível. Resgatou e mexeu com os brios de jogadores e da torcida do Orlando Scarpelli. Junto com Rodrigo Pastana, recolocou o Figueirense nos trilhos para uma arrancada impensada para a maioria, até mesmo dentro do clube.
Do começo com Adilson, passando por irregularidades dentro e fora de campo, protestos e vaias, gols e goleada sobre o maior rival, a Serie B de 2013 ficará eternizada para os alvinegros. Aquela em que a alma falou mais alto e a paixão preta e branca foi resgatada. Uma temporada fora de série. Na verdade, de Série A.
Mosaico Festa Figueirense (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
Comemoração sem fim: acesso e festa em Bragança Paulista, assim como na chegada do Figueirense a Florianópolis (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
TÉCNICO DE ‘1ª’, ARRANCADA FALSA E IRREGULARIDADE
O projeto do Figueirense para a Série B colocava todo o peso nas costas de um homem só: Adilson Batista. Rodado e experiente do futebol brasileiro, com passagem por clubes como Cruzeiro, Corinthians, São Paulo, Santos e, principalmente, o que aguçava a esperança dos torcedores, Figueirense. Entre 2005 e 2006, Adilson havia feito história com o título Catarinense e uma campanha surpreendente na Série A, com o sétimo lugar.
O comandante era o combustível máximo dos sonhos, afinal, Wilfredo Brillinger, que assumira em 2012 depois de uma conturbada eleição, havia garantido que iria colocar o Figueirense na Série A ‘com um treinador de elite’. Contudo, ao contrário das expectativas, após um começo promissor, as turbulências fora de campo e as atuações irregulares da equipe pesaram contra. Além, claro, do fato do clube não ter chego à final do Estadual.
Na estreia da Segundona, diante do América-RN, no Scarpelli, vitória. E assim a equipe foi, da mesma forma, da estreia nos dois jogos seguintes. Em três partidas, três triunfos: 9 pontos. Aproveitamento de 100% e liderança. Porém, a euforia virou apreensão. Antes mesmo da pausa para a Copa das Confederações, duas derrotas e um empate iriam dar o tom do que seria a gestão Batista. Irregularidade, lesões e insatisfação da torcida. Com quase um mês para preparar o time, o Figueirense do treinador não conseguiu emplacar, tanto no lado técnico, quanto nos resultados.
Adilson Batista Figueirense x São Caetano (Foto: Luiz Henrique/Figueirense F.C)
Sobe a placa e Adilson Batista é substituído por Eutrópio (Foto: Luiz Henrique/Figueirense F.C)
No dia 30 de julho, na décima primeira rodada, mesmo com a derrota para o Paysandu, o Figueirense estava no G-4. As insistências do comandante com jogadores que os torcedores não aprovavam como Ronaldo Tres e Marcelo Toscano, que não atravessavam naquele momento uma grande fase, fizeram com que o amor que partia das arquibancadas terminasse, assimo como os tempo de vitória e grupo de acesso.
Contudo, um fator foi crucial para que a passagem do treinador fosse interrompida: as lesões. Além dos problemas musculares, que atingiram o grupo, quatro titulares do técnico tiveram que deixar a temporada pelas lesões graves que tiveram: William Magrão, Ronaldo Tres, Douglas Silva e Ricardo Bueno.
O DM lotado, entretanto, não serviu de desculpas e, na 16ª rodada, quando a equipe já havia sido atropelada pelo maior rival dentro do Orlando Scarpelli, e perdeu para o ABC, em Natal, o técnico não resistiu. A demissão veio e, junto com ela, a revolta dos torcedores: pichações no Scarpelli e, no desembarque do time em Florianópolis, agressão ao meia Tchô.
EUTRÓPIO, PASTANA E CARTADAS CERTEIRAS
A torcida não sabia e a diretoria dava a sua penúltima cartada, mas o dia 19 de agosto pode ser classificado como o início do acesso alvinegro. Naquela segunda-feira, o técnico Vinícius Eutrópio assumiu o comando técnico do clube. Ex-jogador do Alvinegro, o mineiro sabia bem dos bastidores do clube, tanto, que uma das suas primeiras ações foi tentar trazer junto de si o ídolo Fernandes.
Sem sucesso com o ex-jogador, mas com êxito nas análises de grupo e de ambiente. Eutrópio alterou ‘cinco ou seis coisinhas’, como disse antes do jogo final contra o Bragantino. E, aos poucos, ganhou o grupo alvinegro e, o mais importante, o torcedor. Só que foi preciso um tempo para que as mudanças fossem avistadas.
Pastana figueirense (Foto: Luiz Henrique / Figueirense FC)
A bola da vez: parceria Eutrópio e Pastanam uma combinação de acesso alvinegro (Foto: Luiz Henrique / Figueirense FC)
Naquele momento o time encontrava-se na oitava colocação. Eutrópio estreou justamente contra o Oeste, em casa, e bateu o adversário por 3 a 0. A vitória até amenizou a pressão, mas depois de altos e baixos o time chego à pior posição: 11º.
Para tentar dar jeito a má fase, a última cartada da diretoria: a saída de Leandro Niehues e também de Marcos Moura Teixeira, para, enfim, trazer Rodrigo Pastana. O superintendente de esportes chegou no dia 11 de setembro e, em menos de um mês trouxe quatro nomes — além de Zé Roberto e Arthur — que seriam essenciais para o Figueirense: Rodrigo Souto, Éverton Santos, Nirley e Paulo Roberto.
OSCILAÇÃO FINDA E RIVAIS ‘AJUDAM’
Com esses atletas, o Figueirense ganhou fôlego e mais qualidade. Porém, novamente, como havia sido no clássico, a goleada sofrida para o Palmeiras fez toda esta nova estrutura balançar. O placar de 4 a 0, na 28ª rodada, foi, no entanto, o último revés expressivo. A partir dali, somente mais duas derrotas: Joinville e Icasa.
Além disso, os adversários diretos - Ceará, Avaí, Icasa, Sport, Joinville e América-MG - tropeçaram e possibilitaram uma arrancada. Seria preciso vencer e assim foi feito. E, um a um, os rivais foram caindo e ficando para trás. O acesso começava se tornar possível.
GOLEADA NO CLÁSSICO E ARRANCADA DÃO O ACESSO
Nos dez jogos seguintes à derrota para o Palmeiras, o Figueirense venceu seis partidas, empatou duas e perdeu outras duas. Foram 20 pontos ganhos. O que só foi possível por conta da confiança adquirida na goleada aplicada sobre o Avaí. O placar de 4 a 0, na Ressacada, foi tão imprevisível quanto a virada que estava por vir. Os gols de Thiego, Rafael Costa e Maylson calaram uma Ressacada lotada e tiraram do caminho o maior rival. E, a partir daí, um fôlego que mais nenhuma outra equipe teve. O Figueira não perdeu mais.
Mais duas vitórias seguidas, diante de Guaratinguetá e ABC, e os três pontos ganhos, na penúltima rodada, sobre o ASA, deram ao Figueirense o G-4 na penúltima rodada. O duelo diante do clube de Arapiraca, no dia 22 de novembro, foi na sexta-feira. E assim, no sábado, Palmeiras e Chapecoense auxiliaram e venceram o Ceará e o Icasa respectivamente. O sonho se tornava realidade e bastava vencer o Bragantino para retornar à Série A do Brasileiro.
Avaí x Figueirense créu (Foto: Mafalda Press/Folhapress)
Arrancada tem ligação direta com o clássico: goleada fora com direito a 'Créu' de cueca (Foto: Mafalda Press/Folhapress)
Bastava, mas quis o destino dar mais emoção e mais sofrimento ao torcedor alvinegro. Em meio à suspeitas das malas, tudo por conta de uma declaração do zagueiro Álvaro, do Bragantino, que colocou em dúvida o 'fair play' do duelo - haveria, segundo ele, um auxílio ao Figueirense. No dia 30 de novembro, o estádio Nabi Abi Chedid, virou Orlando Scarpelli. Um pedacinho de Florianópolis. Quase três mil alvinegros deixaram a capital de Santa Catarina e foram até o interior paulista para o jogo do acesso.
As emoções, o nervosismo e o time paulista chegaram até a atrapalhar o Figueirense. Porém, se havia suspeita nas outras partidas, o Joinville e o Paraná trataram de por fim a isso. Ao vencerem o Ceará e o Icasa, o Figueira poderia até perder, mas com o empate em 1 a 1, retornava à elite do futebol brasileiro.
ACESSO DO GRUPO PARA A TORCIDA
O gol do acesso, por assim dizer, foi de Éverton Santos, aos 29 minutos do primeiro tempo, em Bragança. Ali, a explosão foi total. A conexão São Paulo-Florianópolis nunca se fez tão feliz. O alvinegro estava garantido. Porém, se o gol saiu dos pés de Éverton, que chegara da Ponte Preta, ele passou por Maylson.
Não há como não ressaltar a versatilidade do jogador de meio de campo que tanto fez na reta final da Série B. Não há como não elevar Tiago Volpi, que fez alguns milagres ao longo da temporada e teve de substituir um ídolo alvinegro, Wilson. Não há como esquecer de Thiego, que sofreu com uma grave lesão e voltou a tempo de ser peça importante. Ficará na memória do torcedor, a experiência de Rodrigo Souto, a redenção de André Rocha e também a presença de área do jovem Pablo, assim como outros tantos que elevaram o nome da instituição.
Contudo, ele foi talvez o principal nome: Rafael Costa. Os 14 gols do artilheiro não serão esquecidos pela nação alvinegra. Sempre que ele homenageava o filho, ao levar as mãos ao rosto, era sinônimo de gol do Figueirense. Assim como serão lembrados: Neneca, Volpi, Guti, Bruno Pires, Douglas Marques, Douglas Silva, Nirley, Wellington Saci, Willian Cordeiro, Luan, Dener, Paulo Roberto, Rivaldo, Nem, Hildo, William Magrão, Tchô, Ronaldo Tres, Tinga, Zé Roberto, William, Arthur, Ricardinho, Ponciano, Jean Carlos... todo eles. Todos que se uniram para reescrever a história alvinegra e recolocar o Figueirense na Série A do Brasileiro.
Fonte:Globo Esporte