Criar um Site Grátis Fantástico
Translate this Page
Enquete
Como você vê a Administração de Barracão?
Ótima
Boa
Regular
Ruim
Péssima
Ver Resultados

Rating: 2.9/5 (958 votos)




ONLINE
3





Partilhe este Site...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Total de visitas: 1055319
Mais que um time de elite: torcida do Tigre
Mais que um time de elite: torcida do Tigre

11-12-2013/15:19:13

 

Mais que um time de elite: torcida do Tigre se apresenta como de Série A

Destaque vai além de taxa de ocupação do estádio, a terceira maior do Brasileirão. Tricolores se exibiram ao país como incondicionais apoiadores da equipe carvoeira

Apoio incondicional: Tigrão, o mascote da galera, agita a torcida no Heriberto Hülse (Foto: João Lucas Cardoso)

Por cerca de cinco minutos do final da partida da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre Criciúma e Corinthians, só houve uma personagem: a torcida do Tigre. Naquele confronto, com o time da casa perdendo por 2 a 0, o Heriberto Hülse foi ‘incendiado’. O jogo já tinha um ganhador, mas os torcedores não se importaram. Deram um show na demonstração de devoção ao clube – embora tenham utilizado sinalizadores, proibidos em estádios brasileiros no início do ano. Esta foi a manifestação mais marcante nas arquibancadas do estádio criciumense. Mas não a única.

Enquanto o time percorreu o caminho que terminou com garantia de vaga na elite nacional por mais um ano, a torcida sempre foi de primeira divisão. O estádio se tornou arena com a presença maciça e, principalmente, por ser inflamado por torcedores que cumpriam o seu papel, não temendo equipes rivais e incentivando os jogadores do Criciúma – até mesmo depois de encerrada a partida.
– O torcedor é fundamental para uma equipe e os jogadores dentro de campo. Quando está nos apoiando, a gente sente essa vibração lá dentro. Mas também quando está criticando, quando o time não está jogando bem, como acontece em algumas partidas, a gente sente também – resume o volante João Vitor.
Os carvoeiros fecharam o ano como a torcida mais presente em estádios catarinenses. A ocupação do Heriberto Hülse em 19 jogos foi de 58%. A taxa é maior que a da Chapecoense, que teve 52% na campanha do acesso. A média de torcedores no estádio criciumense foi de 11.548 – bem à frente do melhor catarinense no quesito na Série B, o Joinville, com 8.334 espectadores em média. O recorde de público na capital do carvão foi justamente na última partida em casa, os 18.081 na festa da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo.

Nas duas primeiras partidas em casa no Campeonato Brasileiro, as vitórias sobre Bahia e Santos, seriam indícios de que a torcida faria sua parte. Ocuparam pelo menos mais da metade da capacidade do estádio. Contra o Flamengo, o primeiro sinal de que não se tratava apenas de se fazer presente em bom número. Selada a derrota por 3 a 0, uma parte dos torcedores não arredou o pé das arquibancadas e entoaram cantos em que diziam ‘não abandonar’ o time. A entrevista coletiva de Vadão, então treinador, foi realizada com um burburinho da ‘festa’ acima da sala de imprensa do Heriberto Hülse.
As cenas que deram provas das atitudes dos torcedores seriam repetidas cerca de um mês e meio depois. Porém, tinham um outro sabor. Diante do Grêmio, na 8ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Criciúma conquistou uma vitória que reabilitava a equipe naquele momento da competição. Pois a torcida outra vez continuou no estádio para cantar, desta vez em comemoração ao triunfo da equipe catarinense.
No começo do mês seguinte, os torcedores fariam nova manifestação marcante, a maior até então. Quando a derrota para o Corinthians estava próxima de ser consumada, a torcida entoou alto o coro ‘Dá-lhe Tigre, dá-lhe ô’. A partida foi parada a partir do momento que o árbitro Sandro Meira Ricci percebeu a fumaça de sinalizadores, proibidos nos estádios. O clube chegou a receber multa pela atitude dos torcedores, mas ficou exposto ao país de que aquela era uma ‘torcida sem igual’, parafraseando a letra de um dos cânticos.

A derrota em casa, por 2 a 1 para a Ponte Preta, na primeira partida pela Copa Sul-Americana, poderia abalar a relação. Afinal, um grupo de torcedores apedrejou carros dos jogadores, reféns nas dependências do Heriberto Hülse por algumas horas. Três dias depois, a situação parecia ter sido varrida para debaixo do tapete. Já com Sílvio Criciúma no comando, de forma interina, o Tigre bateu o Coritiba, com comemoração e sem algum sinal do que ocorrera anteriormente durante e depois da partida.
Uma nova comemoração no Heriberto Hülse levaria algum tempo para ser repetida no Campeonato Brasileiro. Alguns torcedores tiveram este gostinho na Arena do Grêmio, em nova vitória sobre os gaúchos. Só não foi melhor porque os ônibus que guiaram os criciumenses de volta à capital do carvão foram alvo de vandalismo. Porém, após quatro insucessos em casa, o Tigre deu motivos para a torcida voltar a celebrar, quando bateu o Vasco por 3 a 2.

Nos jogos seguintes, diante Corinthians e Cruzeiro, o time do Criciúma se sentiria prejudicado sob a alegação de erros da arbitragem. A torcida ‘comprou’ a briga e na primeira partida em casa na sequência também iria se manifestar. No empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, a torcida exibiu uma faixa que dizia ‘não vamos cair no apito’. Durante o confronto, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro recebeu “marcação cerrada”. Saiu de campo sob aplausos irônicos, ainda mais diante de uma penalidade não marcada em favor do time da casa.
Os 77% de risco de rebaixamento na época poderiam afugentar os torcedores do Criciúma. Mas os carvoeiros são apaixonados pela equipe e não guardariam suas bandeiras. Pelo contrário, a exibiram e mostraram aos jogadores do Tigre que ainda havia pelo que lutar. E assim foi. Se nunca houve jogo no Heriberto Hülse com arquibancadas vazias, não seria nos últimos três jogos que ocorreria. Só faltou os torcedores entrarem em campo.
Na despedida do estádio desta edição do Brasileirão, ocorreu o recorde de público. A maioria dos 18.081 pagantes vibrou com o triunfo por 1 a 0 sobre o São Paulo. A alegria seria completa no domingo seguinte, com a permanência do Criciúma na elite do futebol nacional por ruas e avenidas da capital do carvão. A festa vai continuar em 2014.

Fonte:Globo Esporte