16-12-2013/11:22:08
Capitão do Montpellier, Hilton não esconde desejo de voltar a Chape
Jogador que começou como lateral-direito e depois virou zagueiro no Verdão do Oeste, mantém contato com Maringá, pela web, e brinca pedindo para ser contratado
Vitorino Hilton fez a carreira na Europa depois de ser revelado pela Chapecoense (Foto: Agência AFP) |
A torcida pela Chapecoense não fica apenas no Oeste de Santa Catarina. Da França, o Verdão tem um ilustre torcedor, que acompanha a campanha do time desde a Série D do Campeonato Brasileiro e, agora, vibra pela chegada, após uma campanha surpreendente, na elite do futebol nacional. Vitoriano Hilton da Silva é o nome do torcedor ilustre. Zagueiro que faz carreira na Europa, e atualmente defende o Montpellier, começou a carreira na Chapecoense, em 1996. E, agora com o crescimento do clube catarinense, uma volta para a reta final de sua carreira, não é descartada.
O carinho ao clube que o revelou há 17 anos ainda existe. Tanto que mesmo após os idos anos, Hilton recorda claramente daquilo que passou no momento em que iniciou a sua trajetória no Verdão do Oeste de Santa Catarina.
- Eu sou natural de Brasília e o treinador dos juniores, na época, o Júlio César, também. Ele sempre tinha o costume de levar alguns jogadores para fazer teste na Chapecoense quando ia na cidade dele. Em uma dessas oportunidades ele me levou e eu acabei ficando - relembra.
Foi no Verdão que Hilton aprendeu as artimanhas da zaga e se firmou na posição, sendo mais tarde destaque e procurado por outros clubes. No fim de 1999, uma proposta do Paraná tirou o zagueiro da Chapecoense, onde foi destaque no título da Segundona, no ano de 2000.
Depois ainda passou pelo Servette, da Suiça, Bastia, Lens, Olympique de Marseille, e o Montpellier. Mas a vontade de voltar é real. Hoje, com 36 anos, o zagueiro não descarta a possibilidade de voltar logo ao Brasil, para quem sabe, defender a Chape.
- Sempre que uma temporada vai chegando ao fim eu penso que está chegando a hora de voltar, mas nunca acontece. Meu contrato aqui, com o Montpellier, termina em maio. Quem sabe não retorne ao Brasil e defenda a Chapecoense na Série A? — brinca ele.
Apresentados na época em que atuava pela Chapecoense, Hilton e o vice-presidente de futebol do clube, João Carlos Maringá, ainda mantém contato. Pela web, o zagueiro revela que conversa com Maringá sobre os jogos do time e também o parabenizou pelo trabalho à frente do clube catarinense, que resultou na conquista do acesso à Série A.
- É uma amizade que ficou da Chapecoense. Os outros jogadores que conheci quando cheguei em Chapecó não tenho tanto contato. Sempre brinco com o Maringá pra me contratar e ele diz, brincando também, que as portas estão abertas.
A construção do Centro de Treinamentos para auxiliar nos trabalhos na Série A em 2014 já eram um sonho na época que Hilton defendeu o clube, revela ele. Agora na elite, ele espera que a Chapecoense repita a campanha que fez neste ano e continue se destacando.
- Na minha época a gente treinava em um campo pequeno, no lado do estádio. Muitas vezes tinha que ser até emprestado, dependendo do lugar. Espero que o novo CT contribua muito com time, pois era um desejo antigo já, de todo mundo. Em 2014, só espero coisas boas da Chapecoense. Com a humildade que tiveram esse ano, podem sim fazer um bom campeonato e se manter na série A.
Fonte:Globo Esporte