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Prisão de policial e tiros em festa da DIC
Prisão de policial e tiros em festa da DIC

18-12-2013/14:12:01

 

Prisão de policial e tiros em festa da DIC são apurados por corporações

PM afirma que recebeu denúncia de que homem andava armado na rua.
Civil diz que militares entraram em festa particular atirando contra policiais.

 

 

Projétil atarvessou a parede do salão de festas, segundo a perícia verificou no local (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

As polícias Civil e Militar de Balneário Camboriú buscam confirmar o que realmente aconteceu em uma festa que culminou na prisão de um policial civil na cidade. O caso foi registrado na madrugada de sábado (14) e está sendo investigado pelas duas corporações. Segundo a Polícia Civil, agentes militares entraram atirando em uma confraternização da Divisão de Investigação Criminal (DIC).
O comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar de Balneário Camboriú, coronel Marcelo Martinez Hipólito, afirma que a abordagem policial foi motivada por uma denúncia. “Ligaram para o 190 informando de havia um indivíduo armado na rua”. Segundo ele, uma viatura da PM foi até o local para apurar os fatos.

“O restante está sendo apurado em um inquérito policial militar. Temos imagens, gravações do ocorrido e tudo mais. No final, posso me manifestar a respeito”, declarou o comandante que prefere não passar mais detalhes porque o inquérito segue em segredo. O prazo para ficar pronto é de até 40 dias, mas deve ser concluído na próxima semana.
Do outro lado, a Polícia Civil questiona o comportamento dos militares. O coordenador da Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú, Osnei Valdir de Oliveira, classifica a ação como desastrada. Segundo ele, sexta-feira à noite, a equipe da DIC participou de uma festa de final de ano no salão de festas da família de um dos policiais. O delegado participava e foi embora por volta da 1h de sábado (14).

Relato da Polícia Civil
“Por volta das 4h30, eu recebi uma ligação de um dos policiais e ouvi muitos gritos. Não dava para entender o que estava acontecendo. Eles estavam tentando avisar que estavam disparando contra eles e prendendo um policial nosso”, explicou. Conforme relatado pelo delegado, dois PMs chegaram no local, colocaram a cabeça para dentro do salão que estava com a porta entre aberta, “gritaram polícia e imediatamente dispararam”. Segundo ele, os civis pediram calma, tentaram argumentar e se deitaram no chão”. Havia quatro pessoas no local.
O tiro atingiu uma parede do salão de festas e o policial que era dono do local foi preso após tentar conversar com os policiais, segundo o delegado. A PM também teria acionado outras viaturas para auxiliar na ocorrência. A Polícia Civil diz que o detido foi algemado e, ao pedir a presença do delegado, foi colocado em um camburão e levado para a delegacia.
“Nenhuma formalidade foi acatada. Falaram que ele esboçou reação ao ser algemado, com socos e pontapé. Para justificar a condução do civil, o PM mencionou que ele emitiu palavras ofensivas. No depoimento dele, havia acontecido um assalto próximo e o civil correspondia as características descritas. Além disso, eles falaram que estava em visível estado de embriaguez, mas eu estava em casa”, afirmou Osnei Valdir de Oliveira que garante ter imagens de câmeras de monitoramento do prédio onde mora indicando quando voltou da festa e a hora em que saiu novamente.

Diferentes versões
Oliveira afirma que no registro da ocorrência, os policiais militares apresentaram diferentes versões. “O PM que fez prisão alegou que o civil estava armado e apontou a arma para os militares. Depois informou que ele estava na rua e correu para um galpão escuro. Ele mudava de versões ao ser questionado”, comenta.
O delegado salienta que o militar autor do disparo teria se recusado a entregar a arma utilizada. Outros policiais militares também foram para a delegacia no momento em que souberam do ocorrido. “Todos os militares que estavam ali foram para a delegacia. Foi uma forma de sitiar o local. Muitos deles proferiram palavras de baixo calão e agora estão sendo identificados pelas imagens das câmeras de segurança”. Conforme o coordenador da DIC, não foram dadas explicações plausíveis para a prisão.
O caso foi informado a órgãos de direitos humanos e também à Secretaria de Segurança Pública. O objetivo é definir procedimentos para evitar casos como este, afirmou o coordenador da DIC.

 

Fonte:G1/SC