24-01-2014/10:36:10
Frios, garotos do Grêmio B buscam primeira vitória com pênalti no fim
Canhoto marca aos 41 da etapa final após empate do Lajeadense 11 minutos antes,
e Tricolor chega aos primeiros pontos no estadual antes da estreia do time principal
|
Eles são jovens, mas mostraram que sabem ser cirúrgicos, frios, calculistas. Sem arroubos geniais e com pouco brilho, mas primando pela efetividade, o Grêmio B se recuperou da derrota na estreia no Gauchão e venceu o Lajeadense por 2 a 1, na Arena, na noite quente desta quinta-feira em Porto Alegre. Mas não foi sem doses de sofrimento: o gol do triunfo veio aos aos 41 minutos do segundo tempo, com Canhoto cobrando pênalti.
Está certo que não havia o incômodo da grama sintética, que queimou pés de jogadores contra o São José, mas ainda reinava o calorão, mais de 33ºC, sendo que já não havia sol. Além disso, quatro desfalques e um rival sem medo. Muito por isso, o time de Marcelo Mabília optou por pressionar menos e se preservar mais. Atacou quando deu, defendeu-se como pôde e marcou nos poucos lances claros de gol. Everton abriu a contagem ainda na etapa inicial, e Gabriel Atz empataria no último tempo de jogo, antes da penalidade convertida.
No domingo, às 19h30m, o Grêmio, já com o time principal de Enderson Moreira, recebe o Aimoré, novamente na Arena. Já o Lajeadense, que ainda não venceu e só tem um ponto, visita o São Luiz, no mesmo dia, mas às 18h.
Avizinhava-se complicado o desafio do Grêmio B nesta quinta-feira. O time de Marcelo Mabília teve que conviver com quatro desfalques em sua estreia na Arena. Canavesio, Tinga, Matheus Biteco e Yuri Mamute estavam fora, muito pelas queimaduras do piso artificial na derrota para o São José-RS, no Passo D’Areia. O gramado do estádio tricolor se apresentava bem mais ameno. O Lajeadense não.
Sem retranca, o Alviazul também apresentou as suas armas. Arrematou cinco vezes, mais que o Grêmio. E com perigo. Follmann teve trabalho, sobretudo em finalizações do ligeiro meia Rennan. Os garotos tricolores tentavam com menos contundência, sobretudo contando com a criatividade de Luan, de longe a peça mais ativa.
Curiosamente, foi no momento de maior pressão dos visitantes, que colecionavam oito escanteios e quase fizeram de cabeça com Gabriel Atz em saída errante de Follmann, que o Grêmio abriu o placar. Porque, além de Luan, há Breno, reduto de habilidade no lado esquerdo tricolor. Com ele, abriu-se um vão na zaga rival. O lateral invadiu a área e serviu Everton, que entrara na vaga de Mamute: 1 a 0, primeiro gol gremista no Gauchão, primeira amostra de felicidade na Arena em 2014, aos 37 minutos.
– Na hora que ele (Breno) entrou, vi que ia cruzar. Aí esperei na segunda trave – explicou o artilheiro do primeiro tempo, responsável pelo alívio de Mabília e também de Enderson Moreira, que assistia ao confronto num dos camarotes da Arena.
E o técnico principal não deve ter gostado do segundo tempo. O Tricolor atacou pouco. Jeferson protagonizou lances bizarros ao errar sucessivos domínios da bola, e o Lajeadense seguia assustando, sobretudo na bola aérea. Ao 30 minutos, Gabriel Atz, após ter perdido ao menos duas chances, enfim, calibrou o cabeceio após escanteio: 1 a 1.
Castigo ao Grêmio? Nem tanto, dado o jogo equilibrado. Mas os torcedores gremistas têm o que lamentar. Minutos antes, Luan havia feito bela arrancada, com direito à meia-lua, mas na cara do gol acabou finalizando com defeito. A partir dali, qualquer erro se tornava alvo de apupos. O clima tranquilo ganhou ares de tensão.
Mas os garotos de Mabília, que derreteram no sintético do Zequinha, mostraram-se gelados. Com calma, muito pressionados por rivais e fãs, conseguiram um pênalti, com Luan. Canhoto, bom meia que recém ingressara, converteu com a calma dos experientes, como Barcos, que assistia à partida nas cadeiras da Arena. Eram 41 minutos. Não havia muito mais o que se jogar. Que venham os famosos tricolores de Enderson Moreira no domingo.
Fonte:GE