05-02-2014/17:33:24
Inca estima 25 mil novos casos de câncer em Santa Catarina em 2014
Instituto Nacional do Câncer estima que destes, 15 mil sejam em homens.
No Brasil, 576 mil pessoas devem ter a doença neste ano e em 2015.
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Santa Catarina deve ter 25 novos mil casos de câncer diagnosticados em 2014, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Destes, 15 mil devem ser em homens. Os números são calculados pelo Inca com base nos dados enviados pelos estados. “Por meio de uma ferramenta estatística, é possível estimar o número de casos. Isso é importante por que ajuda em trabalhos de prevenção e também na disponibilização de equipamentos para realizar exames”, explica Eduardo Macari, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
No Brasil, segundo o Inca, 576 mil pessoas devem ter a doença neste ano e em 2015. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, a previsão é que a quantidade de casos aumente nos próximos anos. Segundo Macari, isso também está relacionado com a melhoria nos diagnósticos e com a longevidade da população. “As pessoas, quando vivem mais, estão mais expostas aos fatores de risco”, explica.
O câncer de pele do tipo não melanoma (benigno) deve atingir 182 mil pessoas no país, e cerca de 10 mil em Santa Catarina. No estado, estão no topo da lista o câncer de próstata, de mama, de traqueia, brônquios e pulmão, com estimativa de 5.540 novos casos em 2014.
De acordo com Macari, excluindo o câncer de pele, há diferenças nas doenças de acordo com o sexo. Os cânceres que mais atingem os homens são os de próstata e estômago.
Já as mulheres registram mais a doença nas mamas, na tireoide, no cólon e reto, pulmão e câncer de colo de útero. Para este último, sexta maior causa de câncer em mulheres, iniciou-se em Santa Catarina o tratamento preventivo com a vacina, disponibilizadas gratuitamente para jovens de 11 a 13 anos. “O objetivo é causar impacto daqui a 10 anos. Esperamos que, com a vacina, possamos diminuir a incidência da doença que causa o câncer”, explica Eduardo. Os exames preventivos devem ser feitos em mulheres entre 25 e 64 anos. Já o preventivo para o câncer de mama deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos.
Para os homens acima dos 50 anos, a indicação é fazer o exame de câncer de próstata anualmente. “Ele identifica qualquer alteração e a doença, se for diagnosticada precocemente, faz com que o tratamento seja mais fácil e eficaz. Caso esteja em estado avançado, é muito difícil ter cura”, explica Macari.
Importância da prevenção
O superintendente dos hospitais de Santa Catarina, Renato Castro, afirma que a prevenção é muito importante. “É necessário ir ao médico e não há contraindicação em fazer os exames. Todos acima dos 40 anos devem fazer”, explica. Já Macari argumenta que quanto mais cedo for a mudança dos hábitos de vida, menores as chances do desenvolvimento do câncer.
Quem possui tendência genética e casos na família também deve ficar atento.
“Tabagismo, grande exposição ao sol e alimentação com comidas gordurosas e carne vermelha aumentam as possibilidades de ter a doença”, explica. “Porém, quanto antes as pessoas buscarem hábitos saudáveis, evitarem o tabagismo, praticarem atividades físicas regulares e se alimentarem corretamente, maiores as chances de uma vida sem câncer”, completa.
Segundo o superintendente, o Centro de Pesquisa Oncológico (Cepon), localizado em Florianópolis, é a referência no estado para a realização do tratamento de diversos cânceres. Porém, as cirurgias são feitas também nos hospitais Celso Ramos, Hospital Regional de São José e Carmela Dutra.
Santa Catarina não é referência nacional para tratamento de nenhum câncer, entretanto, até metade de 2014, o estado vai investir em remédios de ponta. “O objetivo é fazer um programa piloto para o Cepon e, a partir daí, espalhar para outros hospitais do estado”, comenta o superintendente.
De acordo com o superintendente dos hospitais de Santa Catarina, em 2013 foram co-financiados com as prefeituras R$ 42 milhões para a prevenção da doença. Para este ano, a estimativa é que sejam investidos cerca de R$ 50 milhões.
Fonte: G1-SC