21-05-2014/10:56:38
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A rivalidade entre Criciúma e Chapecoense foi elevada à outra potência. Equipes que decidiram títulos do Campeonato Catarinense por cinco vezes, de 1991 até agora, vão se enfrentar pelo Brasileirão. Um duelo que tem jeito de ineditismo. Porém, não é a primeira vez que os clubes se enfrentam em competição nacional.
Em 1979, na época em que o Campeonato Brasileiro se chamava Copa Brasil, Tigre e Chape duelaram no dia 28 de outubro. Aqueles eram outros tempos. O estádio regional Índio Condá estava longe de ser Arena Condá e o Criciúma ainda usava as cores do clube de origem, o azul e branco do Comerciário. O time do Sul, que só poderia ser chamado de Tigre quando adotou o tricolor em 1984, venceu por 1 a 0, gol de Laerte. Na ocasião, os dois times não conseguiram avançar à fase seguinte do Grupo B da competição.
Desde então, Criciúma e Chapecoense duelaram apenas pelo Campeonato Catarinense e fariam cinco decisões de título entre 1991 até o ano passado. O Tigre levou a melhor nas duas primeiras vezes, 1991 e 1995, e a Chape deixaria tudo igual pelas conquistas em 2007 e 2011. No último ano, porém, na casa do rival, já chamada de Arena Condá, o Carvoeiro desempatou ao conquistar o estadual de 2013.
De longe e mais para a Chape
Hoje no Remo, o meia Athos esteve em duas das cinco decisões estaduais entre os times – e não ganhou por nenhuma delas. Em 2007, estava no Criciúma que foi derrotado pela Chapecoense e em 2013 defendia a Chape que perderia o título em casa. Porém, o jogador de 33 anos tem motivos para se orgulhar das passagens pelos dois times. Em 2006 e 2012 vestiu camisa tricolor e alviverde, respectivamente, nos acessos da Série C para B. No ano passado, nova ascensão pelo time do Oeste de SC, desta vez para a Série A do Brasileirão.
Conquistas que geraram apreço pelos times que defendeu. Da outra extrema do Brasil, Athos acompanha os dois clubes neste início do Campeonato Brasileiro. Em meio à reta final do Paraense, prefere um ficar em cima do muro. Aposta em igualdade no placar do jogo desta quarta, para que a Chape, a partir daí, comece a sair da lanterna do Brasileirão.
- Chapecoense e Criciúma são clubes que me marcaram muito, junto do Brasil de Pelotas. É complicado torcer para alguém nesta partida. Mas, por estar num momento mais difícil, seria bom para a Chapecoense conseguir o empate fora para somar um ponto e tentar dar uma arrancada para conquistar o objetivo de permanecer na Série A – explica.
GE