07-06-2014/16:16:05
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Enquanto jogador, Fernandão era exemplo de dedicação no Inter. Expoente de liderança, foi o capitão nas conquistas da primeira Libertadores e do Mundial, em 2006. Uma trajetória que logo no início já indicava o que viria pela frente: em sua estreia pelo clube, o centroavante marcou o milésimo gol em Gre-Nais. Um afinco que é retribuído pela torcida colorada após a morte do ídolo, no início da madrugada deste sábado. Logo pela manhã, os colorados começaram a chegar ao Beira-Rio para homenagear o ídolo.
Leandro dos Santos foi o primeiro a aparecer no estádio. O torcedor se disse chocado com a notícia da morte e afixou um pôster de Fernandão erguendo a taça de campeão da Libertadores, e flores a uma estrutura próxima ao Beira-Rio.
- Todo mundo acordou muito chateado, de luto. Eu esperava que teria mais gente aqui. Ele representava um ídolo, um mito - relata, emocionado, o colorado.
O analista de suplementos Márcio Janson chegou logo em seguida e levou flores para homenagear o ídolo. O securitário Igor Rozo foi outro que foi ao estádio para se despedir do ídolo.
- Minha esposa me acordou para dizer e eu briguei com ela. Não acreditei. Ele fez jus ao nome Internacional. Foi com ele que o Inter se tornou internacional. Todo colorado de 20, 30 anos teve ele como ídolo. Foi um cara diferenciado no grupo - destaca.
Nascido nos anos 1980, o servidor público Matheus Carlesso ressalta a importância de Fernandão para a história do Inter.
- Eu chorei muito quando soube. Ele era um ídolo. A minha geração é a de 1980. O Inter não teve ídolos nessa época e ressurgiu quando ele apareceu - afirma.
Fernando Lúcio da Costa voltava de sua casa em Aruanã, cidade no interior para a capital, localizada a 315km de distância. Além de Fernandão, estavam no helicóptero e não sobreviveram mais quatro amigos: Edmilson de Souza Leme (vereador de Palmeiras de Goiás), Antônio de Pádua, Lindomar Mendes Vieira (funcionário da fazenda) e o piloto, identificado como Milton Ananias.
Fernandão morreu no início da madrugada deste sábado em Goiás, aos 36 anos. O ex-atacante voltava de sua casa em Aruanã, cidade no interior para a capital, localizada a 315km de distância. Além de Fernandão, estavam no helicóptero e não sobreviveram mais quatro amigos: Edmilson de Souza Leme (vereador de Palmeiras de Goiás), Antônio de Pádua, Lindomar Mendes Vieira (funcionário da fazenda) e o piloto, identificado como Milton Ananias.
Segundo a Polícia Civil, a aeronave levantou voo da fazenda que pertencia a Fernandão por volta de 1h e caiu segundos depois sobre um banco de areia (uma pequena praia de água doce), às margens do rio Araguaia, e capotou diversas vezes. O local do acidente fica a 15km do centro de Aruanã. O ex-jogador chegou a ser levado para o hospital da cidade, mas faleceu pouco depois.
- O corpo dele é o único que está no hospital. Os demais morreram no local do acidente. Nessa época é muito comum acampamento às margens do Araguaia, mas trata-se de uma região cujo acesso é mais comum por helicóptero ou barco. Ele chegou ao hospital socorrido por barco - declarou o delegado Norton Ferreira, chefe de comunicação da Polícia Civil de Goiás.
Um dos responsáveis pelo resgate, o sargento Cristiano contou o estado em que encontrou o ex-jogador.
- Ele estava inconsciente, com muita secreção nas vias aéreas por causa das hemorragias internas, múltiplos ferimentos nos membros inferiores e um ferimento na cabeça. Respirava com muita dificuldade e já no trajeto ao hospital estava em estado crítico. Infelizmente, quando chegou ao hospital veio a óbito - sargento Cristiano.
Nascido em Goiânia, Fernandão, revelado pelo Goiás, viveu suas maiores glórias no Colorado. Ganhou duas vezes o Campeonato Gaúcho e foi um dos principais nomes na conquista da primeira Libertadores do Inter, vencida em 2006. No mesmo ano ainda levantou o troféu de campeão do Mundial de clubes da Fifa. Foi capitão durante a maior parte de seus quase cinco anos de Inter.
Fonte:GE