13-06-2014/16:20:44
Tri-Fronteira – Do deserto a invasão
Cidades estavam igual aquelas cidades assombradas dos cinemas
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Na tarde de ontem (12 de Junho de 2014) deu início o maior torneio de futebol do planeta, a saber, Copa do Mundo FIFA. O espetáculo do dia estava por conta das seleções brasileira e croata e provocou um deserto em todo o país e claro a nossa Tri-Fronteira estava junto com a nação.
Depois de vários boatos de manifestações contra a realização da copa no país, devido aos gastos do Governo Federal nas construções dos estádios e mobilidade. O medo foi um tanto maior devido aos protestos, onde alguns teve até confronto com a polícia na Copa das Confederações. Torneio este também organizado pela FIFA, “que usa como teste para a Copa do Mundo”. A segurança foi reforçada, mas não foi preciso usar a força, pois os protestos da forma que foi prometido não aconteceram. A presidente Dilma estava presente no evento juntamente com alguns chefes de estado da América do Sul e do presidente da FIFA, Joseph Blatter. Por precaução a presidente do Brasil e Blatter não quiseram discursar, mas mesmo assim, Dilma foi vaiada por um boa parte dos presentes no estádio com a frase; “ei Dilma v** t**** n* c*”.
Após vaiais e aplausos e hinos nacionais cantados, o espetáculo deu início. Enquanto o mundo assistia o torneio nos bastidores corriam técnicos de energia para tentar não deixar o Itaquerão sem iluminação, pois ocorreram problemas em um no-break que não tinha acontecido antes. E a transmissão por as redes de TVs para o mundo também corria riscos, mas tudo foi resolvido da forma brasileira, pois graça a uma possível gambiarra, as luzes começaram a funcionar normalmente perto do anoitecer, e as televisões do planeta puderam transmitir a vitória da seleção da casa.
O Brasil estava em festa e a Tri-Fronteira, formada por três municípios, três estados e dois países, Barracão/PR, Dionísio Cerqueira/SC e Bernardo de Irigoyen-Misiones/AR, não poderia ser diferente, pois afinal de contas faz fronteira com “o maior rival do Brasil no futebol”. Quando foi às 16hs a maioria dos empresários da cidade entraram no clima festivo, pois a Seleção do Brasil entrou em campo uma hora mais tarde e enfrentou a Seleção da Croácia. Por este motivo a cidade ficou deserta, parecendo até mesmo uma daquelas cidades assombradas dos cinemas. Faltando apenas o calango e as bolas de feno para o senário estar completo.
Claro que nos primeiros minutos de jogo teve aquela festa, algumas buzinas e cornetas foram soadas, fogos de artifícios também foram estourados, numa espécie de provocação aos irmanos argentinos, tudo isto de forma sadia e ordeira, pois o que move a euforia no futebol são estas brincadeiras com os rivais.
Aquelas vagas de estacionamento que são difíceis de encontrar no centro da cidade eram fáceis de avistar, exceto em alguns restaurantes que a torcida reuniu a paixão para juntos torcer pelo Brasil. Fora isto depois dos cinco minutos de jogo a cidade ficou silenciosa, que se caísse uma moeda em uma quadra ouviria na quadra seguinte. Todo este silêncio aumentou, quando a Croácia marcou o primeiro tento com Marcelovic, claro que aqui não passa de um trocadilho com o nome do Marcelo, lateral esquerdo da seleção brasileira, que marcou gol contra, em bola rasteira cruzada dentro da área. Mas todo este deserto era só um período pra que a vitória viesse a explodir mais tarde.
O Brasil conseguiu empatar com a Croácia com gol de Neymar em chute de perna esquerda de fora da área, bateu no poste esquerdo do goleiro croata e morreu no fundo da rede, o outro gol, o da virada, foi em cobrança de pênalti. O terceiro gol saiu em um chute de bico por Oscar, no finalzinho do jogo. Nestas alturas já era tudo festa na Tri-Fronteira, o foguetório, o buzinaço e a carreata fechou com chave de ouro a vitória brasileira por 3 a 1.
Fonte:PAN