01-07-2013/12:13:07
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As palavras são do diretor de futebol Luís Cesar Souto de Moura, que, recentemente, disse que o Inter estava num fase "compradora", não vendedora. A realidade, no entanto, é outra. Foram duas saídas recentes, de Moledo e Fred, para a Ucrânia, e apenas duas aquisições, Ednei e Jorge Henrique. A torcida pressiona por reforços, mas o Inter se defende: diz que o mercado está difícil para todos e espera, em 20 dias, definir todas as contratações e fechar o grupo para o Brasileiro.
A promessa vem do assessor de futebol Eduardo Hausen. Após a vitória no amistoso de sábado contra o Cerro-URU, o dirigente disse que pretende fechar as negociações, já "encaminhadas", até o fim da janela de transferências da Europa, que se encerra em 20 de julho.
Já o presidente Giovanni Luigi não estipulou datas, mas disse que a direção trabalha forte por reforços. E, em sua defesa, disse que nenhum clube brasileiro conseguiu contratar nomes de relevo durante a parada do Brasileiro para a Copa das Confederações.
- Se analisarmos o elenco de clubes importantes, como o Fluminense e o Corinthians, todos sofreram defecções ou não conseguiram fazer contratações - compara o mandatário.
Luigi tratou de dar um choque de realidade na torcida. Embora tenha tentado recentemente a badalada contratação de Adriano Imperador, o presidente não vai priorizar reforços de "lotar aeroporto". Sua ideia é, primeiro, suprir as lacunas do grupo. É uma delas é o meio-campo.
- Não estamos preocupados em fazer contratações de impacto ou de aeroporto. Queremos suprir as carências, é importante termos grupo. Precisamos de alternativas para quando o D'Alessandro não atuar ou de um outro atacante, que seja finalizador mais com mobilidade - explicou.
Para o meio-campo, o nome mais provável é de Julio Baptista, que, antes, precisava desmanchar o seu vínculo com o Málaga para retomar as tratativas com o Inter. No ataque, o nome preferido, que recebe elogios públicos de Luigi, é o de Scocco. Mas o atacante argentino, hoje no Newell’s Old Boys, pertence ao Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, que pede € 1,8 milhão (R$ 4,9 milhões) para vendê-lo.
Fonte:Globo Esporte