21-03-2013/09:07:08
Nada de facilidade no reencontro com o São Luiz. Se a final da Taça Piratini – primeiro turno do Gauchão teve um placar de 5 a 0 sobre a equipe de Ijuí, o Inter espera uma partida mais disputada nesta quinta-feira, às 19h30, quando reedita a decisão, agora pela segunda rodada da Farroupilha.
Muita coisa mudou nestes 11 dias do primeiro embate entre os dois times até quinta, quando será disputada a partida. A começar pelo treinador do São Luiz. Após a derrota, Paulo Porto acertou seu desligamento do time de Ijuí e rumou para o ABC, de Natal. D’Alessandro acredita que, a mudança do comando técnico mostrará diferenças na postura do adversário durante os 90 minutos.
- Trocou o treinador. Então, já é um trabalho que pode ser diferente, uma formação tática diferente. Vamos ver isso hoje na concentração, como sempre estudamos. Eles têm jogadores de qualidade. E é preciso fazer nosso trabalho como foi até agora.
O camisa 10 ainda toma como lição o enfrentamento com o Canoas no último domingo. Mesmo dominando toda a primeira etapa, o Inter só marcou um gol, com Josimar. O castigo veio quase no término do primeiro tempo. Aos 40 minutos, Fábio Santos chutou forte, no ângulo de Muriel, que nada pôde fazer.
Para D’Ale, a causa de não ter ampliado o escore e ter garantido uma vitória com maior tranquilidade ocorreu por um descuido dos comandados de Dunga. Justamente, o que o técnico tanto pede para ser evitado, utilizando o termo de manter a "corda esticada". Mesmo que o Inter seja considerado o favorito, o argentino recorre ao clichê da paridade no futebol e ressalta que o fundamental é manter a concentração para sair da partida com os três pontos.
- O Dunga tenta passar essa ideia de não relaxar. No futebol, se isso acontece, pode custar caro. Relaxamos e tomamos um gol contra o Canoas. Nós poderíamos ter matado o jogo no primeiro tempo. Você entra no vestiário e pensa que não merecia, mas que o futebol tem isso. Faz parte. É o principal ponto que o Dunga fala, o relaxamento. O trabalho precisa ser bem feito. Estamos ganhando e merecendo. Tomara que não seja diferente amanhã.
Na partida, D’Alessandro reencontrará Marcos Paraná. Os dois meias tiveram um pequeno desentendimento durante a final, mas depois conversaram normalmente. O armador colorado recordou o fato com bom humor. E, disse que, caso o rival queira trocar a camisa, estará disposto.
- O camisa 10? Falei com ele na boa. É sério Não sou um cara maldoso, mas meio louco às vezes. Nos falamos no meio do jogo. Foi boa a resenha. Time do Interior não tem muito essa chance. Eles pedem (a camisa) e, às vezes, damos sem pedir nada em troca. É algo bom, eu gosto.
Fonte:Globo Esporte