14-01-2014/14:00:41
R. Moura mostra números, contesta críticas e crê em nova fase com Abel
Números de jogos do centroavante, no entanto, não batem com os divulgados pelo Inter
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Se os números frios apontam para uma passagem apagada, a estatística detalhada revela um outro cenário. Ao menos foi isso que Rafael Moura tentou provar ao expor para a imprensa um levantamento da sua performance com a camisa do Inter. Provável titular do ataque do Inter em 2014, ele contestou as críticas recebidas desde quando chegou ao Beira-Rio em Gramado, onde o clube realiza a sua pré-temporada.
O expediente, que já tinha sido utilizado por Diego Forlán em 2013, foi repetido pelo centroavante. Munido de um papel com anotações, He-Man trouxe números que mostram que sua média de gols por minutos jogados não é tão ruim como vem sendo dito.
O site do clube aponta que ele tem 42 partidas e apenas seis gols. Em suas contas, são 39 jogos. Destes, apenas 19 como titular, tendo um total de 1667 minutos. Após a saída de Leandro Damião, que defenderá o Santos, e Scocco estar fora dos planos, o centroavante, que deve iniciar a temporada como titular mostrou que não tem números desprezíveis:
Eu espero que seja minha temporada. Trouxe alguns números das temporadas. Escuto algumas criticas. Trouxe alguns números. O resultado de números e jogos são pífios. Mas há algumas estatísticas que devo ao torcedor. Tenho jogado 1667 minutos, com seis gols. O que equivale se fosse titular absoluto em 17,5 partidas. Em 10 vezes como reserva atuei menos de 10 minutos. Tenho média jogada de 42 minutos no Inter. A média de gols é de um a cada 277 minutos. O Rafael no Inter faz um gol a cada três jogos. Eu não tenho sequência. Para ter essas três partidas, isso vai a quase sete jogos. Não entro em todos os jogos,. Aí aparece um número ao qual sou cobrado pelo torcedor. O número muda.
Além dos números, Moura aposta na chegada de Abel Braga, com quem já trabalhou no Fluminense, e na possibilidade de realizar a pré-temporada com o restante do grupo como os trunfos para ter sucesso no Beira-Rio. Em 2013, como havia realizado cirurgia nos dois tornozelos no final de 2012, não pôde ter a mesma intensidade de trabalho dos companheiros:
- Ano passado foi difícil. Vocês acompanharam os treinos físicos e eu não conseguia caminhar direito. Agora estou podendo fazer os trabalhos junto com o grupo. O Cristiano (Nunes, preparador físico), me passou algumas coisas nas férias. Estou puxando fila. O Abel me conhece, sabe que sou da confiança dele. É um novo astral. Esse ano muita coisa vai mudar.
Fonte:GE